As condições climáticas no Oceano Pacífico Central registraram uma intensificação dramática nos últimos dias. De acordo com o relatório atualizado divulgado nesta quinta-feira (10 de setembro de 2026) pela NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration) através de seu Climate Prediction Center, há agora quase 100% de probabilidade (especificamente 97%) de que o atual fenômeno El Niño ganhe o status de “Super El Niño” durante o outono e o inverno no Hemisfério Norte.
Os dados revelam que as temperaturas da superfície do mar na zona de monitoramento do Pacífico já operam 1,8°C acima da média histórica. Os cientistas estimam uma chance de 75% de que o fenômeno atinja força histórica entre outubro e dezembro de 2026, potencialmente quebrando todos os recordes continentais desde o início dos registros em 1950.
O Efeito Inesperado na Temporada de Furacões
Historicamente, o pico da temporada de furacões no Atlântico ocorre em meados de setembro. No entanto, o avanço avassalador deste Super El Niño gerou um efeito colateral surpreendente: um bloqueio massivo de atividade tropical no Atlântico. O fenômeno atua gerando fortes ventos de cisalhamento (vento de cortar) sobre a bacia atlântica, o que destrói as formações de tempestades antes que elas consigam ganhar força.
Como resultado direto desse cenário monitorado pela NOAA, o Atlântico caminha para quebrar um recorde de 60 anos. Até o momento, foram registradas apenas cinco tempestades tropicais nomeadas e absolutamente nenhum furacão se formou na região em 2026. Especialistas de plataformas como o FOX Weather alertam que este já é o início de temporada mais silencioso das últimas décadas.
Alerta de Cautela
Embora os números de tempestades na Costa Leste dos EUA e no Golfo do México estejam bem abaixo do normal, meteorologistas reforçam que a população não deve baixar a guarda.
Mesmo em anos de El Niño extremo, sistemas de desenvolvimento rápido e de proximidade costeira — os chamados sistemas “homegrown” — ainda podem surgir perto do continente, gerando impactos severos antes que os órgãos de defesa consigam emitir alertas prolongados.
FOX Weather