DALLAS – Em declarações recentes a jornalistas a caminho da Convenção Nacional Republicana, o presidente Donald Trump afirmou que espera um desfecho definitivo para a guerra com o Irã imediatamente após as eleições de meio de mandato (midterms), agendadas para o início de novembro. Paralelamente, o líder norte-americano admitiu que os cidadãos dificilmente verão um alívio nos preços dos combustíveis antes do pleito.
Atualmente, o conflito entrou em seu sétimo mês e tem gerado forte volatilidade nos mercados globais de energia. De acordo com dados recentes da AAA, o preço médio do galão de gasolina regular subiu para US$ 4,22, registrando aumentos expressivos após novas trocas de ataques navais e apreensões de petroleiros no Estreito de Hormuz. O óleo diesel também atingiu marcas históricas, operando próximo a US$ 5,94 por galão, o que pressiona diretamente os custos de frete e a inflação doméstica nos Estados Unidos.
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Segundo a análise de Trump, o governo de Teerã estaria prolongando deliberadamente os combates e os ataques logísticos para desgastar a economia americana, tentando influenciar o resultado das urnas em novembro para favorecer a oposição.
“Acho que a guerra terminará imediatamente após a eleição porque eles não conseguirão aguentar por mais tempo. Eles estão desesperados tentando afetar as eleições”, declarou o presidente.
Apesar do desgaste econômico e das críticas da liderança democrata no Congresso, o governo mantém a postura de que a pressão militar e as sanções severas são necessárias para neutralizar permanentemente a ameaça nuclear iraniana. Trump reiterou sua promessa de que, uma vez encerradas as hostilidades, o preço do petróleo sofrerá uma “queda massiva”, projetando que a gasolina possa recuar para patamares inferiores a US$ 2 por galão no longo prazo.
Especialistas e analistas do setor de energia demonstram cautela em relação aos prazos estipulados. A estabilização dos preços nas bombas dependerá não apenas do fim político do conflito, mas também da velocidade de recuperação e desimpedimento das rotas logísticas globais de abastecimento.
CNN