Lula critica uso de Ozempic para emagrecer e defende exercícios: “Tirar a bunda da cadeira”

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Nesta sexta-feira (13 de março de 2026), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez declarações polêmicas sobre o uso de medicamentos para emagrecer, especificamente citando o Ozempic.

Durante uma agenda oficial no Rio de Janeiro, o mandatário criticou o que chamou de busca por soluções fáceis para a perda de peso e reforçou a importância da atividade física.

A declaração polêmica no Rio de Janeiro

A fala ocorreu em um evento onde o prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciava a incorporação do fármaco à rede municipal de saúde. Ao comentar a medida, Lula afirmou que “as pessoas têm que aprender a tirar a bunda da cadeira e andar um pouco”. Portanto, para o presidente, o remédio não deve ser visto como um substituto para hábitos saudáveis.

De acordo com o presidente, o foco na medicação pode desencorajar o esforço individual necessário para a manutenção da saúde. Além disso, Lula defendeu que a distribuição de tais medicamentos pelo SUS deve ocorrer apenas sob rigorosa supervisão médica, enfatizando que “não é um prêmio”.

Sedentarismo vs. Tecnologia Médica

Certamente, o discurso de Lula focou no combate ao sedentarismo como um pilar fundamental da saúde pública. Embora a Anvisa tenha acelerado o registro de versões genéricas para tornar o tratamento mais acessível, o presidente parece priorizar a mudança de comportamento.

Todavia, a fala gerou debates imediatos nas redes sociais. Enquanto alguns apoiadores elogiaram o incentivo ao esporte, críticos apontaram que a obesidade é uma doença complexa que nem sempre é resolvida apenas com caminhadas. Por outro lado, o governo segue analisando a viabilidade de ampliar o acesso a esses tratamentos no sistema público devido ao alto custo e à iminente quebra de patente em 2026.

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O futuro do Ozempic no SUS

Apesar das críticas presidenciais ao “comodismo”, o prefeito Eduardo Paes confirmou que a prefeitura do Rio seguirá com o plano de oferecer o princípio ativo na rede pública municipal. Em suma, o debate sobre o uso de tecnologias para emagrecimento versus o incentivo a práticas naturais deve continuar pautando a agenda de saúde do governo nos próximos meses.

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