Operação histórica na Maré localiza 48 toneladas de maconha em bunker

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Uma operação da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ), realizada nesta terça-feira (7), resultou na apreensão de 48 toneladas de maconha no Complexo da Maré. Esta é considerada a maior apreensão de drogas em uma única ação na história do Brasil. O entorpecente estava escondido em um bunker improvisado, construído no terraço de uma fábrica na comunidade de Nova Holanda.

A localização exata do material foi viabilizada pelo trabalho de cães farejadores do Batalhão de Ações com Cães (BAC), com destaque para o cão Hulck, que identificou a droga escondida sob estruturas complexas e em contêineres. Além da carga de maconha, avaliada em aproximadamente R$ 50 milhões, os agentes apreenderam fuzis, pistolas e recuperaram 26 veículos roubados.

Governo do Rio reforça discurso contra o narcoterrorismo

O governador 

Cláudio Castro utilizou suas redes sociais para destacar o sucesso da operação, afirmando que a infraestrutura descoberta evidencia o poder bélico e logístico do crime organizado. Segundo Castro, ações desse porte justificam a prioridade de sua gestão em investir em inteligência, equipamentos e policiamento ostensivo.

Portanto, o governo estadual reafirmou a necessidade de leis mais rígidas para combater o que classifica como narcoterrorismo. No entanto, a operação também gerou debates políticos intensos. Enquanto apoiadores celebram o prejuízo financeiro causado às facções, críticos pontuam os desafios persistentes da segurança pública em áreas de vulnerabilidade social.

Logística e táticas da PMERJ na Operação Maré

Para realizar a retirada de todo o material, foi necessária uma logística robusta envolvendo cerca de 250 agentes e o uso de quatro caminhões de carga. Adicionalmente, aeronaves e veículos blindados foram mobilizados para garantir a segurança dos policiais durante as cinco horas de trabalho para esvaziar o depósito.

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Historicamente, o Rio de Janeiro enfrenta um cenário de alta complexidade devido à fortificação de territórios por grupos criminosos. Apesar disso, o comando da PMERJ classificou a incursão como “cirúrgica”, ressaltando que o objetivo principal foi desarticular a logística financeira do tráfico sem gerar confrontos letais de larga escala no momento da apreensão.

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