Malu Gaspar Critica Inquérito das Fake News: “Alexandre de Moraes é Vítima, Relator e Juiz”

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Malu Gaspar, colunista do jornal O Globo, subiu o tom contra a condução do Inquérito 4.781, popularmente conhecido como o Inquérito das Fake News. Em declarações recentes, a jornalista apontou o que considera abusos de poder por parte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmando que o magistrado atua sem os freios institucionais necessários em um Estado de Direito.

O que é a “Pesca Probatória” citada por Malu Gaspar?

Um dos pontos centrais da crítica de Malu Gaspar é a prática da pesca probatória (ou fishing expedition). No jargão jurídico, isso ocorre quando uma investigação é aberta ou ampliada sem um fato determinado, com o objetivo de “pescar” provas aleatórias contra alvos específicos.

Segundo a jornalista, Moraes tem utilizado o inquérito para promover uma “devassa” em órgãos como a Receita Federal, especialmente após reportagens revelarem conexões financeiras que envolveriam o Banco Master e familiares de ministros da Corte.

“Vítima, Relator e Juiz”: A Crítica à Centralização de Poder

Malu Gaspar detalhou o que vê como uma anomalia jurídica na estrutura do inquérito:

“O ministro Alexandre de Moraes está usando o inquérito sendo vítima, relator, juiz e tudo que ele quiser ser. Esse inquérito só serve pra ele fazer o que quer sem freios.”

A crítica refere-se ao fato de o próprio STF ter instaurado a investigação (sem provocação da PGR na origem), sendo que o ministro Moraes acumula as funções de conduzir as diligências e julgar as medidas, muitas vezes sobre ataques direcionados a ele mesmo ou à instituição que representa.

Impacto na Liberdade de Imprensa

A postura de Gaspar reflete um desconforto crescente em setores da mídia brasileira. Ela argumenta que o inquérito, embora criado sob o manto da “defesa da democracia”, acabou abrindo uma “caixa de Pandora” que permite censura prévia, bloqueio de perfis e perseguição a críticos do Supremo.

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Para Malu Gaspar, o Brasil vive hoje sob um “Supremo tribunal de exceção”, onde o escrutínio jornalístico sobre as ações da alta corte é combatido com intimidações judiciais.

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