Moraes determina perícia da Polícia Federal para avaliar cirurgia de Bolsonaro enquanto defesa pressiona por internação hospitalar

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A defesa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) renovou pedidos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que o ex-chefe de Estado seja autorizado a deixar a prisão e ser internado em ambiente hospitalar para intervenções cirúrgicas e tratamento médico, alegando agravamento do quadro de saúde. 

Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, por sua condenação em processo relacionado à tentativa de golpe de Estado, teve a solicitação analisada por Moraes na quinta-feira (11). 

O magistrado determinou à Polícia Federal que realize, no prazo de 15 dias, uma perícia médica oficial para avaliar a necessidade de uma intervenção cirúrgica imediata, como pleiteado pela defesa. Moraes ressaltou que, ao ser preso, Bolsonaro já passou por exame médico-legal sem que fosse indicada necessidade urgente de cirurgia, e que os laudos apresentados recentemente não são atuais. 

A defesa, contudo, afirma haver piora no estado de saúde do ex-presidente, incluindo quadro de soluços persistentes e hérnia inguinal, além das sequelas de cirurgias anteriores, e pediu que ele seja encaminhado ao Hospital DF Star, em Brasília, por um período estimado de cinco a sete dias de internação para procedimentos e cuidados adequados. 

Paralelamente, Moraes negou pedidos da defesa para flexibilizar regras de visita ao ex-presidente, mantendo o regime de visitas controladas na PF, por razões de segurança e organização administrativa. 

A situação de Bolsonaro na PF também tem sido tema de repercussão política: lideranças do PL têm relatado preocupações com as condições de detenção e a rotina de isolamento, enquanto projetos legislativos no Congresso avançam com propostas que poderiam, em tese, reduzir penas ou alterar o regime de cumprimento da pena — medidas que ainda aguardam apreciação no Senado. 

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O desfecho da perícia médica da PF e a decisão de Moraes sobre a possível cirurgia representam um novo capítulo na complexa trajetória do ex-presidente desde sua prisão em novembro, com impacto direto nas discussões públicas e políticas sobre sua situação jurídica e de saúde.

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