
O deputado distrital Roosevelt Vilela (PL) gerou polêmica ao afirmar, em entrevista ao portal Metrópoles, que “o Nordeste é uma fábrica de pobreza”. A declaração foi feita enquanto o parlamentar analisava o resultado das eleições presidenciais de 2026.O que disse o deputadoNa conversa, Vilela expressou tristeza com o cenário nacional e disse ter tido “convicção” na vitória de Flávio Bolsonaro. Em seguida, criticou o desempenho econômico e social da região Nordeste ao longo dos governos do PT:
“O Nordeste é uma fábrica de pobreza. O presidente Lula vai para o quarto mandato de presidente, e você pega os números de 20 anos, quatro legislaturas para trás. Cinco legislaturas. E o Nordeste é o mesmo Nordeste. Não mudou nada. Quantas foram as famílias que saíram da pobreza para a classe média ou prosperaram? Muito pouco no país. Então, está demonstrado hoje que essa política de esquerda não abre espaço para você, população do DF, mudar sua realidade.”
O parlamentar também classificou a vitória de Lula como uma “oportunidade perdida de prosperidade” para o Brasil, mas afirmou que “é preciso seguir em frente”.Quem é Roosevelt VilelaRoosevelt Vilela Pires, 51 anos, é bombeiro militar da reserva (subtenente do Corpo de Bombeiros Militar do DF), bacharel em Direito e mestre em Administração Pública. Natural de Goiânia (GO), mora em Brasília desde 1981. Foi eleito deputado distrital em 2018 (pelo PSB), reeleito em 2022 e novamente em 2026 pelo PL, com 39.181 votos. Atualmente ocupa a 2ª Secretaria da Mesa Diretora da Câmara Legislativa do Distrito Federal.O que dizem os dados oficiaisA declaração do deputado contrastou com números recentes de órgãos oficiais e de pesquisa:- Segundo o IBGE (síntese de indicadores sociais publicada em dezembro de 2025), o Nordeste registrou a maior redução anual na proporção de pobres: de 47,2% em 2023 para 39,4% em 2024 (queda de 7,8 pontos percentuais). Mesmo assim, a região (junto com o Norte) ainda concentra a maior proporção de pessoas em situação de pobreza no país.
- Estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) de 2025 mostra que, entre 2012 e 2024, o rendimento domiciliar per capita médio no Nordeste cresceu 26,7% e a desigualdade (índice de Gini) diminuiu.
- Outro levantamento da FGV (2024) apontou que mais de 3 milhões de nordestinos saíram da linha da pobreza entre 2012 e 2023.






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