O ex-ministro e deputado Aldo Rebelo (MDB) classificou a COP30, realizada em Belém (PA), como um “fiasco político”, criticando duramente a condução da cúpula climática pelo governo Lula e a aparente falta de comprometimento de países centrais.
Em vídeo nas redes sociais, Rebelo afirmou que a conferência “foi esvaziada”, acusando ausências de peso: “Não veio o presidente dos Estados Unidos, que além de não comparecer retirou-se da conferência de Paris e não mandou nem o porteiro da Casa Branca”, provocou. 
Para Rebelo, a COP30 expôs uma perda de relevância diplomática da agenda climática defendida pelo governo brasileiro. Ele criticou a ausência não apenas dos Estados Unidos, mas também de líderes de outros países importantes, como Rússia, Argentina, Uruguai e Paraguai. 
Ele também mencionou o fraco engajamento até em eventos paralelos: segundo ele, o coquetel da primeira-dama Janja teve pouca participação (“não tinha nem gente para o coquetel … foi um fiasco político”). 
Além de críticas diplomáticas, Rebelo acusou o governo federal de negligenciar a Amazônia em indicadores sociais, afirmando que a região segue com altos índices de analfabetismo, mortalidade infantil e dificuldades de saneamento básico, água e energia. 
Ele também voltou a afirmar que a COP30 serve a interesses externos: de acordo com o ex-ministro, “celebridades de Hollywood têm mais influência na Amazônia que o Estado brasileiro” e “o aparato das ONGs na Amazônia … asfixia a atividade econômica”.
As críticas de Rebelo ganham força no contexto da escassa presença americana: a Casa Branca decidiu não enviar representantes federais de alto escalão à COP30.  Segundo a Reuters, há um pronunciamento oficial de que “o governo dos EUA não enviará nenhum representante de alto nível” para a conferência. 
Na prática, o senador democrata Sheldon Whitehouse (Rhode Island) é apontado como o único oficial federal dos EUA presente no evento.  A Associated Press reportou ainda que símbolos do país foram usados por ativistas para expor a ausência: “a única marca dos EUA nas negociações” seria uma cadeira vazia. 
O episódio escancarou tensões mais amplas nos preparativos para a COP30. Críticos apontam para a falta de subsídios para delegações de países menos desenvolvidos, problemas nas acomodações em Belém com preços altos, e dificuldades de organização que podem afetar a participação. 
Por sua vez, o governo do Pará, anfitrião da COP, tenta defender o legado do evento, afirmando que Belém está sendo promovida como um novo paradigma para o desenvolvimento sustentável na Amazônia. 
