O tráfego marítimo no Golfo Pérsico registrou uma paralisação significativa nesta quarta-feira (28), com um recuo drástico de embarcações comerciais e mercantes em resposta às crescentes tensões entre os Estados Unidos e o Irã, indicando um possível ataque militar americano na região.
Segundo fontes de inteligência marítima, a presença e o posicionamento de ativos militares dos EUA — incluindo o grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln — no Oriente Médio elevaram o nível de risco para embarcações, especialmente as com bandeira americana.
Representantes do setor de navegação relataram que operadores comerciais estão adotando medidas de precaução, com várias embarcações mantendo distância de zonas sensíveis e aguardando em pontos externos aos limites portuários iranianos para evitar possíveis danos colaterais.
O governo iraniano, por sua vez, emitiu alertas de que qualquer ação militar dos Estados Unidos será considerada um ataque em larga escala, prometendo uma resposta “imediata, total e sem precedentes”. Autoridades de Teerã reforçaram que forças armadas estão em alerta máximo e prontas para reagir a qualquer agressão percebida.
Enquanto isso, fontes americanas confirmam que o porta-aviões e outras unidades navais já entraram na área de responsabilidade do Comando Central dos EUA, embora Washington mantenha ambiguidade sobre os objetivos militares específicos, gerando incerteza sobre os próximos passos.
Especialistas em segurança marítima alertam que o aumento das tensões pode resultar em maiores interrupções logísticas e econômicas, já que o estreito de Hormuz continua sendo uma rota estratégica para cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente.
