Patrícia Abravanel se cala após críticas e boicotes ao SBT News

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No último final de semana, o lançamento do novo canal SBT News provocou forte reação política e social nas redes e na opinião pública. O evento de inauguração, realizado na sexta-feira (12), reuniu autoridades como o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, a primeira-dama Janja da Silva, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e outros líderes políticos, gesto que gerou interpretações de caráter institucional e, ao mesmo tempo, críticas de setores conservadores do público tradicional da emissora. 

Nas redes sociais, sobretudo entre apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, parte dos telespectadores interpretou a presença de Lula e de Moraes como um alinhamento político do SBT com o atual governo federal, apesar de a família Abravanel e a própria emissora defenderem princípios históricos de isenção e apartidarismo no jornalismo. 

A reação aos acontecimentos foi imediata. Perfis críticos ao posicionamento político do canal passaram a sugerir boicote ao SBT e ao novo SBT News, com usuários questionando a direção editorial e atribuindo à emissora uma mudança de postura após a morte de Silvio Santos. Parte dessas críticas teve grande repercussão no X (antigo Twitter) e em outras plataformas digitais. 

A apresentadora e herdeira Patrícia Abravanel, que representou publicamente o grupo no evento, acumulou críticas de internautas. Segundo relatos de veículos e redes sociais, ela chegou a restringir comentários em algumas de suas publicações ao enfrentar uma enxurrada de mensagens contrárias. 

Um dos desdobramentos mais marcantes da onda de reação nas redes foi a manifestação do cantor Zezé Di Camargo, alinhado a setores bolsonaristas. Em vídeo publicado recentemente, ele criticou duramente as filhas de Silvio Santos — Patrícia e suas irmãs Daniela Beyruti, Silvia Abravanel e Renata Abravanel — acusando-as de “mudar totalmente a maneira de pensar” e de “prostituir o SBT”. 

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Zezé afirmou que sua visão pessoal não se reconhece no episódio da inauguração do canal e pediu explicitamente que o SBT não exiba seu especial de Natal, programado para ir ao ar em 17 de dezembro, alegando que não deseja que sua obra seja associada ao atual posicionamento da emissora. 

Além das tensões com artistas e públicos conservadores, o lançamento do SBT News também teve forte presença institucional, com discursos que ressaltaram a importância do jornalismo e da convivência democrática no Brasil atual. A participação de Lula e de Moraes foi interpretada por aliados e por parte da mídia como uma demonstração de normalidade institucional e defesa do papel da imprensa na sociedade, reforçando a missão do novo canal diante de um cenário de polarização persistente. 

O episódio consolidou-se como um dos momentos mais comentados do ano no universo da televisão e da política brasileira, intensificando debates sobre imparcialidade na mídia, a herança editorial deixada por Silvio Santos e os rumos do SBT sob a gestão de seus herdeiros, ao mesmo tempo em que sinalizou desafios para a recém-inaugurada plataforma jornalística em um ambiente de forte polarização política.

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