BRASÍLIA – O deputado federal Nikolas Ferreira se manifestou oficialmente nesta terça-feira (3 de fevereiro de 2026) após ser alvo de críticas da esquerda por seu voto contrário à Medida Provisória que institui o programa Gás do Povo. O parlamentar classificou como “óbvio” o seu posicionamento e acusou o atual governo de tentar aparelhar um benefício que já existia.
Os Novos Fatos e a Justificativa do Deputado
Segundo Nikolas, sua oposição não é ao auxílio em si, mas ao novo modelo proposto pelo governo Lula. Ele sustenta que o programa anterior, o Auxílio Gás dos Brasileiros, era mais eficiente por garantir autonomia às famílias:
- Autonomia Financeira: O deputado afirma que, no modelo anterior, o recurso caía diretamente na conta da beneficiária, permitindo que ela escolhesse onde comprar o botijão pelo melhor preço.
- Crítica às Revendas Credenciadas: Ferreira critica a nova exigência de que o cidadão busque o gás apenas em revendas credenciadas pelo governo, o que, segundo ele, retira a liberdade de escolha e pode encarecer o produto final.
- Voto de Cabresto: O parlamentar acusou o governo de usar o programa com finalidade eleitoral, criando dependência da população para garantir votos.
Defesa de Carmelo Neto e a “Fake News” de 2002
O deputado Carmelo Neto saiu em defesa de Nikolas, reforçando que a narrativa de que ele votou contra um programa de 2002 é uma distorção dos fatos. O programa votado nesta semana é uma nova Medida Provisória (MP 1313/2025) que altera as regras de distribuição.
A defesa enfatiza que é impossível Nikolas ter votado contra algo em 2002, visto que ele tinha apenas 6 anos na época. O foco da crítica da oposição agora reside na burocratização e no controle estatal sobre o local de compra do insumo.
Contexto do Programa “Gás do Povo”
O programa aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado prevê a entrega gratuita de botijões para famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único. Enquanto o governo celebra a medida como um avanço social, a ala liderada por Nikolas a vê como um retrocesso na liberdade econômica dos mais pobres.
