Malafaia Relembra Origem do PT na Igreja Católica e Dispara: “Sem as CEBs, o PT não Existiria”
Em um sermão recente que gerou forte repercussão nas redes sociais, o pastor Silas Malafaia trouxe à tona o debate sobre as raízes religiosas da esquerda brasileira. Segundo o líder da ADVEC, o Partido dos Trabalhadores (PT) tem sua gênese nas Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Igreja Católica. Para sustentar sua fala, uma citação de Lula foi resgatada pelo pastor, na qual o atual presidente afirma categoricamente que o partido não teria ganhado vida sem o suporte dessas comunidades.
O papel da Teologia da Libertação
Historicamente, as CEBs foram fundamentais na mobilização de trabalhadores e das camadas mais pobres entre as décadas de 1970 e 1980. Sob a influência da Teologia da Libertação, uma estrutura de apoio logístico e ideológico foi fornecida aos movimentos sindicais que viriam a fundar o PT em 1980. De acordo com Malafaia, esse vínculo histórico explica a capilaridade que a esquerda conquistou em setores tradicionalmente religiosos do Brasil.
Reações e polarização religiosa
A declaração do pastor rapidamente dividiu opiniões na internet. Nas redes sociais, ex-seminaristas e estudiosos concordaram com o resgate histórico, reforçando que a estrutura da Igreja foi o “berço” de muitas lideranças petistas. Por outro lado, críticas foram disparadas por grupos católicos conservadores, que rejeitam a generalização da Igreja como uma instituição alinhada ao PT, argumentando que a instituição é plural e que a Teologia da Libertação não representa a totalidade da fé católica.
O impacto no cenário eleitoral atual
Em decorrência desse embate, a fala de Malafaia é vista por analistas como um movimento para consolidar o voto evangélico contra a influência católica progressista. Além disso, o resgate desse passado serve para alertar o eleitorado conservador sobre as alianças históricas entre religião e militância de esquerda. Portanto, o debate não se encerra apenas na história, mas influencia diretamente a retórica política das próximas eleições, mantendo o tema da fé no centro da disputa pelo poder.
