Trump quer apagar a ONU e criar seu próprio “Conselho da Paz” para governar o futuro

Mais lidas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou nesta terça-feira (20) uma proposta que promete abalar a diplomacia internacional: a criação de um “Conselho da Paz” liderado por Washington, que, segundo ele, poderá substituir a Organização das Nações Unidas (ONU) como principal instância de mediação e resolução de conflitos globais.

Trump explicou que a iniciativa – inicialmente criada para supervisionar a Faixa de Gaza e neste momento voltada para a reconstrução pós-conflito – pode se tornar uma alternativa ao sistema tradicional de segurança multilateral. Questionado sobre a possibilidade de substituir a ONU, o presidente americano afirmou: “pode ser que sim”, reiterando sua crítica à eficácia da organização internacional tradicional.

A proposta surgiu após a criação em 15 de janeiro do novo conselho, descrito oficialmente pelo governo norte-americano como um mecanismo para facilitar a paz e a transição política em zonas de conflito. Trump voltou a criticar o desempenho da ONU na resolução de crises e disse que, na visão dele, a entidade “não tem sido muito útil”.

Durante a mesma coletiva em Washington, Trump confirmou que convidou líderes estrangeiros — incluindo o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente russo Vladimir Putin — para integrar o novo organismo, reforçando o caráter global e ambicioso da iniciativa.

No entanto, a proposta já provoca reações de líderes internacionais e especialistas: o ministro das Relações Exteriores da Bélgica afirmou que Trump tenta “criar o seu próprio sistema” para substituir a ONU, enquanto críticos apontam que a iniciativa pode enfraquecer o multilateralismo e concentrar poder nas mãos de poucos países.

Além das críticas diplomáticas, a proposta do Conselho da Paz também é vista por analistas como um reflexo da estratégia de Trump para reposicionar os EUA como protagonista incontestável nas questões de segurança global, em contraste com instituições multilaterais consagradas desde o pós-guerra.

More articles

Deixe uma resposta

Última HORA