Trump Ameaça Canadá com Tarifa de 100% após Acordo Comercial com a China

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor uma tarifa de 100% sobre todos os bens canadenses caso o Canadá finalize um acordo comercial com a China. A declaração, feita via rede social em 24 de janeiro de 2026, intensifica o conflito com o primeiro-ministro canadense, Mark Carney, em um momento de renegociações cruciais do acordo USMCA.


A Ameaça de Trump e a Resposta de Ottawa

Em publicações na Truth Social, Trump afirmou que a China estaria “devorando o Canadá vivo” e alertou que não permitirá que o país vizinho se torne um “porto de descarregamento” (drop off port) para produtos chineses entrarem nos EUA. Trump chegou a referir-se ironicamente a Carney como “Governador Carney”, reforçando sua retórica de que o Canadá deveria ser o 51º estado americano.

O primeiro-ministro Mark Carney respondeu neste domingo (25 de janeiro) que o Canadá não tem intenção de buscar um acordo de livre comércio com a China. Segundo Carney, as negociações recentes com Pequim visam apenas resolver disputas tarifárias específicas e são “inteiramente consistentes” com as obrigações do Canadá sob o USMCA.

O Acordo da Discórdia: Veículos Elétricos e Agricultura

A tensão disparou após um entendimento preliminar anunciado em 16 de janeiro de 2026:

  • Canadá: Concordou em reduzir sua tarifa de 100% sobre veículos elétricos chineses para 6,1%, com um limite anual de 49.000 unidades.
  • China: Em troca, Pequim reduzirá tarifas sobre produtos agrícolas canadenses, como sementes de canola (de 85% para 15% a partir de março de 2026) e frutos do mar.

Impacto no USMCA e Economia Global

Especialistas apontam que esta ameaça é um prelúdio para a revisão do USMCA (acordo entre EUA, México e Canadá) prevista para 2026. O Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reforçou que o governo não permitirá que o Canadá sirva de abertura para o “dumping” de produtos baratos chineses no mercado americano.

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Para o Canadá, uma tarifa de 100% seria catastrófica, dado que os EUA são seu maior parceiro comercial. Carney pediu aos canadenses que “foquem no que podem controlar” e fortaleçam o consumo interno diante das ameaças externas.

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