Em uma decisão que sacudiu os mercados globais nesta segunda-feira, 12 de janeiro de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição imediata de uma tarifa de 25% sobre qualquer país que realize negócios com o Irã. A medida visa pressionar o regime de Teerã em meio a uma violenta repressão a protestos internos que já deixaram quase 600 mortos.
O Impacto Direto no Brasil
O Brasil foi explicitamente mencionado por Trump, junto com China, Rússia e Turquia, como uma das economias que continuam a manter laços comerciais com Teerã. Para o agronegócio brasileiro, a medida é um alerta vermelho:
- Volume Comercial: Em 2025, o Brasil exportou cerca de US$ 3 bilhões para o Irã.
- Superávit: O comércio bilateral gerou um superávit de US$ 2,8 bilhões para os brasileiros no último ano.
- Dependência do Agro: Nove dos dez principais produtos exportados ao Irã pertencem ao setor agropecuário, com destaque para milho, soja e carnes.
“Ordem Final e Conclusiva”
Trump utilizou suas redes sociais para declarar que a ordem é “final e conclusiva” e entra em vigor imediatamente para todo e qualquer negócio realizado com os EUA por parte das nações infratoras. “Qualquer país fazendo negócios com a República Islâmica do Irã pagará uma tarifa de 25% em todo e qualquer negócio feito com os Estados Unidos”, escreveu o presidente.
A nova sanção econômica ocorre em um contexto de escalada militar, onde o governo americano já havia ameaçado ataques diretos a instalações iranianas caso o uso de força letal contra manifestantes continuasse.
Contexto de Tensões com o BRICS
Esta não é a primeira pressão tarifária de Trump contra o Brasil em seu novo mandato. Em meados de 2025, o presidente já havia ameaçado impor taxas adicionais a países alinhados ao bloco BRICS (do qual o Irã agora faz parte) como forma de desencorajar a criação de sistemas econômicos alternativos ao dólar.
O governo brasileiro e o Itamaraty ainda não emitiram uma nota oficial sobre como pretendem contornar a nova barreira comercial, que pode tornar as exportações brasileiras para o mercado americano — um de seus maiores parceiros — financeiramente inviáveis caso os laços com o Irã sejam mantidos.
