
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adiou nesta quinta-feira, 8 de outubro, o julgamento sobre o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo), eleito senador pelo Paraná. Até a divulgação das informações consultadas, uma nova data não havia sido definida.
Deltan recebeu 2.904.594 votos, equivalentes a 25,14% dos votos válidos, no primeiro turno de 4 de outubro. O resultado o colocou entre os dois candidatos mais votados para as vagas do estado no Senado, mas não encerrou a discussão judicial sobre sua elegibilidade.
A Agência Brasil informou que o adiamento atendeu a um pedido da defesa. O processo havia sido incluído na pauta da sessão de quinta-feira, conforme comunicado publicado pelo próprio TSE na véspera.
O recurso contesta a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que autorizou a candidatura. Segundo o resumo oficial do TSE, a corte regional concluiu que Deltan não deixou o cargo de procurador da República com o propósito de evitar uma causa de inelegibilidade.
Os recorrentes pedem o indeferimento do registro e a anulação dos votos atribuídos à chapa. A relatoria está com o ministro Floriano de Azevedo Marques.
Em 3 de outubro, Floriano negou o registro. No dia seguinte, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão, permitindo a contabilização dos votos. A análise colegiada permanece pendente; o adiamento não equivale a uma decisão definitiva favorável ou contrária à candidatura.







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