O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, jogou uma bomba no cenário político ao revelar, em entrevista ao programa Canal Livre (Band), que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), teria oferecido um acordo explícito: apoio para derrubar o veto presidencial ao projeto de dosimetria em troca do enterro da CPMI que investiga suspeitas de irregularidades e lavagem de dinheiro no Banco Master.
A declaração de Valdemar rapidamente viralizou nas redes sociais, gerando mais de mil curtidas e centenas de compartilhamentos em perfis conservadores.
Segundo o dirigente do PL, a proposta chegou recentemente: “Recebemos uma proposta essa semana: eles votam a dosimetria desde que não façamos a CPI do Master. Mas não tem condição, já fizemos vários acordos e eles não cumprem”.O que é a CPMI do Banco Master e por que ela assusta o “meio mundo”?
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master ganhou força após denúncias de suposto esquema de fraudes envolvendo empréstimos consignados, lavagem de dinheiro e possíveis conexões com figuras influentes do Congresso e do Executivo. Valdemar Costa Neto afirmou categoricamente que, se a comissão for instalada e avançar, “pode atingir meio mundo” e “parar o Brasil”.
O presidente do PL reforçou que o receio de exposição de parlamentares e autoridades é o principal motivo da resistência à abertura da investigação. A oposição já coletou assinaturas suficientes para requerer a instalação, mas a decisão final depende da mesa do Congresso — presidida justamente por Davi Alcolumbre.
A chantagem política segundo Valdemar: dosimetria como moeda de trocaO projeto de dosimetria (que trata da gradação de penas e critérios para aplicação de sanções penais) teve veto presidencial derrubado recentemente na Câmara, mas ainda depende de análise no Senado.
Segundo Valdemar, Alcolumbre e aliados estariam condicionando a votação favorável à desistência da CPMI do Banco Master.“Não faremos acordo. Outros não foram cumpridos”, disse o presidente do PL, sinalizando que o partido de Jair Bolsonaro rejeita o suposto “acordão da impunidade”. A fala ecoou em perfis de direita, que classificaram a atitude como chantagem explícita para proteger esquemas de corrupção.Repercussão nas redes: “O sistema está em pânico”A postagem original do perfil
@MachadoDarlon no X (antigo Twitter), que viralizou o trecho da entrevista, já acumula mais de 1.000 curtidas e 500 reposts. Comentários majoritariamente condenam Alcolumbre, com termos como “corrupto”, “chantagista” e “protetor de esquema”. Muitos usuários exigem transparência imediata e a instalação da CPMI ainda em 2026, ano pré-eleitoral.Influenciadores conservadores reforçaram a narrativa de que “o sistema está em pânico” porque a investigação poderia expor “meio mundo da República”.
Do outro lado, aliados do governo e de Alcolumbre evitam comentar publicamente a acusação até o momento.O que acontece agora? Possíveis cenários para 2026
- Instalação da CPMI: depende de decisão da mesa diretora do Congresso. Pressão popular e da oposição pode forçar a votação.
- Votação da dosimetria no Senado: pode ser pautada (ou não) independentemente de acordos, aumentando a tensão entre PL e União Brasil.
- Ano eleitoral: o episódio alimenta o discurso de “impunidade” usado pela direita contra o establishment, podendo impactar candidaturas em 2026.
Valdemar Costa Neto encerrou a fala reforçando que o PL não aceitará mais “acordos descumpridos” e que a verdade sobre o Banco Master precisa vir à tona.
