Em um movimento histórico para a pacificação nacional, a presidente interina Delcy Rodríguez anunciou uma anistia para presos políticos desde 1999. Washington reagiu positivamente, confirmando a reabertura de sua embaixada em Caracas.
CARACAS – A Venezuela vive um novo capítulo em sua transição política. A presidente interina do país, Delcy Rodríguez, anunciou nesta sexta-feira o envio de uma proposta de Lei de Anistia Geral à Assembleia Nacional. A medida visa perdoar crimes políticos ocorridos entre 1999, ano da ascensão de Hugo Chávez, e o presente momento.
O que prevê a nova Lei de Anistia?
A proposta busca encerrar décadas de perseguição política e esvaziar os centros de detenção que se tornaram símbolos da crise venezuelana. De acordo com o anúncio oficial, a anistia beneficiará centenas de opositores, ativistas e militares detidos por motivações ideológicas.
Contudo, o governo interino esclareceu que a medida possui limites claros: não serão perdoados indivíduos envolvidos em crimes de homicídio, tráfico de drogas ou violações graves de direitos humanos. O anúncio ocorre paralelamente à desativação de El Helicoide, a temida sede do serviço de inteligência.
Reaproximação com os Estados Unidos
A resposta da comunidade internacional foi imediata. Os Estados Unidos, que mantinham relações diplomáticas rompidas e sanções severas contra o governo anterior, anunciaram planos para reestabelecer sua presença diplomática em Caracas.
A retomada da embaixada americana é vista como um selo de legitimidade ao processo de transição liderado por Rodríguez e um passo crucial para a estabilização econômica do país, que busca a suspensão total das sanções internacionais.
Impacto para o futuro da Venezuela
Analistas políticos apontam que a anistia é o gesto mais audacioso de Delcy Rodríguez para unificar o país e atrair a oposição para um diálogo de reconciliação. “É hora de curar as feridas do confronto político”, afirmou a presidente em seu pronunciamento.
