Venezuela liberta presos políticos e agradece mediação de Lula em gesto de paz

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O governo interino da Venezuela anunciou nesta quinta-feira (8) a libertação de um número significativo de presos políticos, em medida defendida como um “gesto de paz” para promover a convivência pacífica no país. A informação foi divulgada pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, em pronunciamento oficial, no qual fez agradecimentos públicos ao presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, pelo apoio à iniciativa.

Rodríguez destacou que a decisão inclui tanto cidadãos venezuelanos quanto estrangeiros, mas ressaltou que a lista completa de nomes ainda não foi publicada oficialmente pelas autoridades venezuelanas.

Nomes confirmados de libertados

Apesar da ausência de uma lista oficial completa, autoridades de países envolvidos e veículos internacionais confirmaram alguns nomes de pessoas já liberadas ou em processo de libertação:

  • Rocío San Miguel – Ativista dos direitos humanos, com dupla nacionalidade espanhola e venezuelana, cuja detenção havia provocado críticas internacionais.
  • José María Basoa – Cidadão espanhol libertado no processo.
  • Andrés Martínez Adasne – Outro cidadão espanhol confirmado como liberto.
  • Nahuel Gallo – Militar argentino detido que foi libertado e submetido a avaliação médica após deixar o centro de detenção El Helicoide.
  • Germán Giuliani – Advogado argentino em contato com familiares após sua libertação.
  • Roland Carreño – Jornalista venezuelano opositor, citado como um dos libertados por organizações independentes de imprensa.
  • Marco Antonio Garcés Carapaica – Outro ativista incluído na listagem de libertados relatada por grupos de monitoramento.

Agradecimento a Lula e mediação internacional

Durante o discurso, Jorge Rodríguez também agradeceu a mediação de líderes internacionais, destacando o papel do presidente Lula, do ex-primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e representantes do Governo do Catar, que teriam contribuído para a decisão do governo venezuelano.

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Segundo Rodríguez, a ação é uma “contribuição para a prosperidade e a paz social” do país, em meio ao atual contexto político turbulento que se seguiu à detenção do ex-presidente Nicolás Maduro por autoridades estrangeiras no início de janeiro de 2026.

Contexto e reações

Organizações de direitos humanos como o Foro Penal estimam que ainda haja centenas de presos políticos na Venezuela, muitos detidos após os protestos que contestaram resultados eleitorais e políticas estatais nos últimos anos.

Analistas internacionais veem a liberação como um gesto político importante, ainda que exista ceticismo sobre a extensão real das libertações e sua implementação prática.


El Pais

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