Durante sustentação oral nesta quarta-feira (12) na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado Jeffrey Chiquini, defensor de réus do grupo conhecido como “kids pretos”, acusou o tribunal de cerceamento de defesa, afirmando que não teve acesso ao conteúdo do celular apreendido de um dos investigados. O caso envolve o militar Rodrigo Bezerra de Azevedo, cujo aparelho foi recolhido pela Polícia Federal.
De acordo com Chiquini, a defesa nunca recebeu o laudo pericial nem os dados técnicos de extração do dispositivo, que poderiam comprovar a versão de inocência apresentada. Ele argumentou que a omissão dessas provas compromete o direito de defesa e “transforma a investigação em uma narrativa sem base técnica”.
Em um tom firme, o advogado criticou diretamente o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, e o Ministério Público, alegando que o processo tem sido conduzido de forma “seletiva e parcial”. As declarações provocaram tensão no plenário e ampla repercussão nas redes sociais, onde trechos do discurso viralizaram rapidamente.
Chiquini solicitou que o STF determine a entrega imediata dos laudos periciais e das informações extraídas do celular, além da revisão de atos processuais baseados em provas que, segundo ele, “nunca foram apresentadas à defesa”.
O julgamento segue em andamento, e o Supremo deve decidir nas próximas sessões se acatará o pedido da defesa para produção de novas provas periciais. O desfecho poderá influenciar diretamente outros processos relacionados aos atos de 8 de janeiro.
