A CPMI do INSS rejeitou nesta quinta-feira (4/12) o requerimento da oposição para convocar Fábio Luís Lula da Silva — conhecido como “Lulinha” — por 19 votos contra 12, impedindo que ele depusesse como parte das investigações sobre um suposto esquema de fraudes envolvendo descontos indevidos de aposentados e pensionistas. 
O pedido de convocação ganhou força depois que um ex-funcionário do ex-operador do INSS, Antônio Carlos Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS” e preso em setembro de 2025, prestou depoimento à Polícia Federal afirmando que Lulinha teria recebido uma mesada mensal de R$ 300 mil e um pagamento único de R$ 25 milhões. 
A base governista votou em bloco contra a convocação. O líder do governo na CPMI, Paulo Pimenta (PT-RS), classificou o pedido como uma manobra da oposição para desviar o foco da investigação e ameaçou responsabilizar criminal e civilmente quem persistir nas acusações sem provas. 
Para a oposição, a decisão revela tentativa de blindagem. Sérgio Moro (União-PR) criticou a votação e declarou que há “dever de apurar a mesada de R$ 300 mil” atribuída a Lulinha, afirmando que a CPI se recusa a chegar ao “coração do esquema criminoso”. 
Críticos também apontam incoerências: apesar das alegações graves de corrupção e desvio de recursos públicos, não houve autorização para ouvir a testemunha principal nem para convocar o próprio Lulinha, o que levanta suspeitas sobre a real disposição da comissão em investigar o esquema até o fim.
