Especialistas alertam para risco de retaliação violenta contra americanos após ameaça de ação militar na Venezuela

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Especialistas em segurança nacional nos Estados Unidos alertam para o risco real de ações de retaliação violenta contra cidadãos americanos em meio à escalada de tensão entre o governo de Donald Trump e o regime de Nicolás Maduro, na Venezuela. O alerta surge após declarações do presidente americano de que pretende levar ações militares diretamente ao território venezuelano para combater operações de cartéis ligados ao narcotráfico.

Há meses, forças dos Estados Unidos vêm realizando ataques contra embarcações de narcotraficantes no mar do Caribe. Agora, Trump declarou que a resposta não ficará restrita ao mar e poderá avançar para dentro da Venezuela, aumentando o temor de reações por parte de organizações criminosas com atuação internacional.

Em entrevista à Fox News, a ex-conselheira sênior de segurança de Donald Trump, Victoria Coates, afirmou que, embora o presidente tenha autoridade para conduzir esse tipo de operação, a retaliação contra civis americanos é uma possibilidade concreta. Segundo ela, grupos criminosos poderiam reagir com ações terroristas em solo americano.

Atualmente vice-presidente do Instituto Katrin Schaudig-Cullen Davis para Segurança Nacional e Política Externa, Coates citou como exemplo recente o ataque a tiros cometido por um cidadão afegão contra dois soldados da Guarda Nacional a poucos quarteirões da Casa Branca durante o feriado de Ação de Graças. Para ela, as políticas de fronteiras adotadas no governo Biden abriram brechas para a atuação de cartéis e grupos criminosos. Segundo declarou, não é possível saber exatamente quem entrou no país nesse período, mas os cartéis certamente aproveitaram essa vulnerabilidade.

Coates afirmou ainda que Trump está plenamente ciente dessas ameaças e que o governo se encontra em estado de alerta máximo diante de possíveis represálias de cartéis ou de grupos aliados ao presidente venezuelano Nicolás Maduro. O governo dos Estados Unidos tem reiteradamente associado o regime de Maduro à atuação de organizações criminosas e terroristas.

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Em novembro, o Departamento de Estado classificou o chamado Cartel de Los Soles, supostamente ligado a integrantes do alto escalão do governo venezuelano, como uma organização terrorista estrangeira. Segundo as autoridades americanas, o grupo fornece apoio material a organizações criminosas já atuantes nos Estados Unidos, como o Tren de Aragua e o Cartel de Sinaloa, ambos envolvidos em crimes violentos de grande repercussão no país.

Em 2024, integrantes do Tren de Aragua teriam assumido o controle de um prédio residencial em Aurora, no Colorado, onde moradores relataram intimidação, violência e extorsão. O episódio reforçou o alerta das autoridades sobre a presença de facções venezuelanas em território americano.

No fim de novembro, Trump teria emitido um ultimato direto a Nicolás Maduro para que deixasse o poder imediatamente. Segundo o jornal Miami Herald, o aviso foi transmitido por telefone a Caracas e incluiria a oferta de uma saída segura para Maduro, sua esposa Cilia Flores e seu filho, desde que a renúncia fosse imediata. Pouco depois, os Estados Unidos anunciaram o fechamento do espaço aéreo venezuelano. Maduro reagiu classificando a medida como agressão imperialista.

Especialistas avaliam que qualquer confronto direto pode gerar reflexos dentro dos próprios Estados Unidos. Segundo Coates, os grupos ligados ao crime organizado na Venezuela já possuem células ativas no país, envolvidas tanto no tráfico de drogas quanto no tráfico de pessoas, o que eleva o nível de risco interno.

Ela afirmou ainda que o FBI e outras agências federais estão monitorando de perto essas ameaças e reforçando ações de vigilância. Para Coates, a política de deportações e o combate direto às organizações criminosas são peças centrais da atual estratégia do governo. Segundo explicou, as autoridades estão trabalhando para identificar onde esses grupos atuam, quais são seus ativos em território americano e interromper o máximo possível suas operações.

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Fox News

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