O governo de Teerã intensificou drasticamente suas medidas de defesa nesta semana, em resposta às ameaças de uma invasão terrestre liderada pelos Estados Unidos. Em uma decisão que gerou condenação internacional, o regime iraniano reduziu a idade mínima para voluntários militares, permitindo que crianças a partir de 12 anos se juntem ao esforço de guerra.
Mobilização infantil e crimes de guerra
A nova campanha de recrutamento, denominada “Combatentes em Defesa da Pátria”, foca na mobilização de civis para auxiliar a Guarda Revolucionária (IRGC). O recrutamento de menores de 15 anos foi classificado como crime de guerra por organizações como a Human Rights Watch. Segundo relatos, esses jovens são treinados para atuar em postos de controle, patrulhas e funções de inteligência.
Além disso, o governo iraniano afirma que cerca de 7 milhões de cidadãos já se declararam prontos para pegar em armas. Essa mobilização em massa é vista por analistas como uma tentativa desesperada de compensar as perdas sofridas durante os intensos bombardeios aéreos realizados pelos EUA e Israel desde o final de fevereiro.
Ameaças de retaliação no Golfo
Paralelamente ao recrutamento, as lideranças iranianas elevaram o tom das ameaças contra os ativos americanos na região. O presidente do parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, alertou que as tropas americanas seriam “incendiadas” caso cruzassem a fronteira para uma ofensiva terrestre.
Como parte dessa estratégia de dissuasão, o Irã mantém ataques constantes contra parceiros regionais dos EUA. Mísseis e drones foram disparados contra alvos nos Emirados Árabes Unidos,
Bahrein e Kuwait nos últimos dias, conforme reportado por veículos como a Al Jazeera. Essas ações visam punir os aliados de Washington e desestabilizar o fornecimento global de energia.
Tensões de uma guerra terrestre iminente
Enquanto o presidente Donald Trump afirma que os objetivos estratégicos dos EUA estão próximos da conclusão, o Pentágono continua a movimentar fuzileiros navais para o Oriente Médio. A possibilidade de uma missão terrestre para capturar ilhas estratégicas ou centros nucleares é considerada um cenário de alto risco, podendo transformar o conflito em uma guerra de aniquilação.
Em suma, a postura desafiadora de Teerã e o uso de combatentes infantis indicam que o Irã se prepara para uma luta total nas ruas. Consequentemente, a comunidade internacional observa com temor a escalada de um conflito que já impacta severamente os preços do petróleo e a estabilidade global.
