Governo de Javier Milei declarou
Mohsen Soltani Tehrani “persona non grata” após acusações ofensivas de Teerã
A diplomacia entre Buenos Aires e Teerã atingiu seu ponto mais baixo em décadas nesta semana. Na última quinta-feira (2 de abril de 2026), a expulsão do encarregado de negócios do Irã,
Mohsen Soltani Tehrani, foi ordenada pelo governo da Argentina. A medida drástica foi anunciada pelo Ministério das Relações Exteriores após o diplomata ser declarado persona non grata.
A origem do conflito diplomático
A crise foi intensificada após a Argentina classificar a Guarda Revolucionária do Irã como uma organização terrorista. Em resposta, o governo iraniano divulgou um comunicado oficial com acusações que foram consideradas “falsas e ofensivas” pela Casa Rosada. No documento, o presidente Javier Milei foi acusado de cumplicidade em ataques militares estrangeiros contra solo iraniano.
Cumprimento do prazo de expulsão
Um ultimato de 48 horas foi imposto pela chancelaria argentina para que o diplomata deixasse o território nacional. Consequentemente, o representante iraniano e sua família embarcaram para fora do país no sábado (4 de abril), confirmando o cumprimento da determinação oficial. Dessa forma, a saída de Tehrani marca um novo capítulo de incertezas nas relações bilaterais entre as duas nações.
Implicações e histórico de tensões
O governo argentino reiterou que não tolerará interferências em seus assuntos internos nem ofensas à sua soberania. Além disso, o episódio resgatou o descontentamento histórico de Buenos Aires quanto à falta de cooperação do Irã nas investigações dos atentados contra a embaixada de Israel (1992) e a AMIA (1994). Até o momento, uma ruptura formal de relações diplomáticas é vista como um passo possível pela gestão Milei.
