O bancário Bruno Drummond de Freitas, conhecido por ser o primeiro paciente tetraplégico a voltar a andar após tratamento com polilaminina, voltou a surpreender. Nesta semana, ele publicou nas redes sociais um vídeo em que aparece levantando 20 quilos durante treino de musculação, marcando mais um avanço em sua reabilitação.
“Agora o negócio começa a pegar! Primeiro treino de peito, tríceps e ombro, um dos dias que eu mais gosto! Apesar dos pesos e repetições ainda não estarem muito pesados, tenho certeza que nos próximos meses atingirei outro patamar!”, escreveu na legenda.
Bruno sofreu um grave acidente de carro em 2018, quando fraturou a coluna na região cervical e perdeu completamente os movimentos dos braços e das pernas. O diagnóstico inicial indicava tetraplegia, e as expectativas de recuperação eram consideradas baixas.
A virada começou após ele receber tratamento experimental com polilaminina, desenvolvido pela pesquisadora Tatiana Sampaio na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Com autorização da família, Bruno se tornou o primeiro paciente a testar a substância.
Segundo ele, os primeiros sinais de recuperação surgiram já no primeiro mês, quando conseguiu mexer o dedão do pé. “Depois, a musculatura da perna voltou a funcionar. E, por fim, os braços. Todo o processo durou aproximadamente um ano”, relatou em entrevistas anteriores.
Encontro com Laís Souza
Recentemente, Bruno também se encontrou com a ex-ginasta Laís Souza, que ficou tetraplégica após um acidente enquanto esquiava nos Estados Unidos, em 2014. Durante o encontro, ele empurrou a cadeira de rodas da atleta, e os dois conversaram sobre os desafios e avanços no tratamento de lesões medulares.
Laís compartilhou o momento nas redes sociais e chamou Bruno de “protagonista de um marco histórico na ciência brasileira sobre lesões medulares”.
Nova fase: foco na força e qualidade de vida
Agora, reabilitado e cada vez mais ativo, Bruno iniciou uma nova etapa focada no fortalecimento muscular. Apesar da evolução, ele relata que ainda enfrenta limitações, principalmente na força das mãos e na pegada durante exercícios de puxada.
“Tenho algumas dificuldades nesse treino, meus dedos não conseguem segurar muito peso e quando se trata de puxadas, tenho limitações”, contou. Ele avalia utilizar acessórios como strap com gancho para auxiliar nos treinos.
Com entusiasmo, Bruno promete intensificar a rotina: “Bora, bora que esse ano vou ficar sheipado!!!”, brincou com os seguidores.
A trajetória de Bruno Drummond representa um avanço simbólico nas pesquisas sobre lesão medular no Brasil e reforça a esperança em novas abordagens terapêuticas para pacientes com tetraplegia.
