Pesquisadora da UFRJ descobre substância promissora para tratamento de lesões na medula espinhal
Uma descoberta liderada pela professora e pesquisadora Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), reacende a esperança de milhares de pessoas que vivem com lesões na medula espinhal. Após quase três décadas de estudos no Brasil, uma substância chamada polilaminina começa a se destacar como uma possível alternativa terapêutica inovadora — embora ainda esteja em fases iniciais de testes clínicos.
A polilaminina é uma versão derivada da laminina, proteína produzida naturalmente pelo organismo humano e essencial para a organização, regeneração e comunicação entre células, especialmente no sistema nervoso. Desenvolvida a partir de pesquisas conduzidas na UFRJ, a substância vem demonstrando potencial para estimular a regeneração neural e reduzir danos causados por lesões traumáticas na medula.
Segundo os pesquisadores envolvidos, os estudos começaram ainda na década de 1990, inicialmente em laboratório e modelos pré-clínicos. Os resultados ao longo dos anos indicaram que a polilaminina pode criar um ambiente mais favorável à recuperação dos neurônios, algo considerado um dos maiores desafios da medicina regenerativa.
Apesar do otimismo, especialistas alertam que a substância ainda não está disponível como tratamento, pois necessita passar por ensaios clínicos mais amplos, validação de segurança e aprovação dos órgãos reguladores. Ainda assim, o avanço é considerado significativo, sobretudo por se tratar de uma tecnologia desenvolvida integralmente no Brasil dentro de uma universidade pública.
A pesquisa reforça o papel da ciência brasileira na produção de conhecimento de ponta e abre caminho para novas abordagens terapêuticas em uma área onde, historicamente, as opções de tratamento são limitadas.
