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Canal de Janones: TSE manda preservar dados

TSE MANDA PRESERVAR DADOS DO CANAL DE JANONES NO WHATSAPPAdvogada de Flávio relata monitoramento de mensagens pela campanha; senador aceita retorno imediato do grupo, condicionado…

Por Redação14/10/2026 21:37◉ 120 visualizações
Canal de Janones: TSE manda preservar dados

TSE MANDA PRESERVAR DADOS DO CANAL DE JANONES NO WHATSAPP

Advogada de Flávio relata monitoramento de mensagens pela campanha; senador aceita retorno imediato do grupo, condicionado às regras eleitorais.

A disputa judicial sobre o canal “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), envolve a preservação de mensagens apagadas e o registro de suas publicações. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, determinou que a Meta conserve por pelo menos um ano os dados do canal, incluindo conteúdos excluídos ou editados. 

Em entrevista ao programa Estúdio i, da GloboNews, nesta quarta-feira, 14 de outubro, Maria Cláudia Bucchianeri, advogada da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que a equipe do candidato mantém um sistema próprio para registrar as publicações em tempo real. Segundo ela, o material coletado foi apresentado à Justiça Eleitoral. 

Advogada relata exclusão de 499 mensagens

Bucchianeri declarou que 499 das 1.372 mensagens do canal haviam sido excluídas. Na avaliação da advogada, a retirada dos conteúdos explica por que a área técnica do TSE não encontrou as informações denunciadas como falsas pela campanha de Flávio. Essa explicação representa a posição da parte que apresentou a acusação. 

O relatório técnico, conforme a cobertura da Gazeta do Povo, analisou as publicações disponíveis entre 2 e 11 de outubro e registrou dificuldades para reconstruir o histórico. O documento não concluiu que as mensagens apagadas eram falsas e também apontou limitações no exame de vídeos e áudios sem transcrição. 

Monitoramento da campanha e preservação judicial são medidas diferentes

Segundo reportagem da TMC sobre a entrevista, a campanha de Flávio havia solicitado sigilo inicial na Ação de Investigação Judicial Eleitoral e pedido a preservação dos conteúdos pela Meta. Esses pedidos iniciais não foram deferidos, de acordo com o veículo.

A advogada afirmou que, diante disso, a própria equipe passou a registrar as atualizações do canal, conservando parte das mensagens posteriormente excluídas. Portanto, o acompanhamento em tempo real descrito na entrevista foi atribuído à campanha de Flávio, e não a um sistema de vigilância contínua operado pelo TSE. 

Já a ordem de Nunes Marques, divulgada em 11 de outubro, exige que a Meta preserve publicações, registros de edição e exclusão, dados de alcance e informações sobre acessos dos administradores. O ministro também determinou a apresentação de um relatório sobre as mensagens, dentro das possibilidades técnicas da plataforma. 

Preservar esses registros não significa impedir tecnicamente que uma publicação seja retirada da interface do WhatsApp. A medida busca conservar informações que possam ser necessárias à análise judicial.

Flávio aceita retorno sem esperar 48 horas

A campanha de Lula registrou o endereço do “Exército do Lula” na Justiça Eleitoral em 13 de outubro, atendendo à exigência de Nunes Marques. Mesmo após o registro, a decisão estabeleceu uma espera de 48 horas para a retomada das publicações. 

Nesta quarta-feira, após a coligação de Lula pedir que o canal “Tropa do Flávio” recebesse a mesma restrição, Flávio apresentou uma manifestação concordando com o restabelecimento imediato do grupo de Janones, independentemente desse prazo. A concordância foi condicionada ao cumprimento das regras impostas pelo ministro. FolhaAssim, a posição confirmada é a aceitação do retorno imediato sob condições. As fontes consultadas não sustentam a descrição de que Flávio teria exigido a devolução do canal “em 48 horas”.

Janones nega desinformação

Também em entrevista à GloboNews, Janones confirmou que apagava mensagens, mas negou a divulgação de notícias falsas. Segundo o parlamentar, eram retiradas orientações de mobilização depois que as tarefas haviam sido concluídas, evitando que novos participantes executassem ações encerradas.

Janones anunciou ainda que seus advogados acionariam Bucchianeri por calúnia, por considerar falsas as acusações feitas contra ele. O ponto central da controvérsia permanece sendo o conteúdo das mensagens e sua eventual irregularidade eleitoral. A existência de exclusões, isoladamente, não esclarece o que foi publicado nem substitui a análise das provas.

Nota de apuração: não foi possível confirmar as reações atribuídas a “Sadi” e “Joel”, nem a alegação de que um deles teria minimizado uma notícia falsa sobre uma padroeira. Esses detalhes foram omitidos para evitar apresentar interpretações de uma postagem como fatos comprovados.


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