A mineradora estatal chinesa CMOC adquiriu quatro minas de ouro localizadas nos estados do Maranhão, Minas Gerais e Bahia da canadense Equinox Gold. O valor total do negócio foi de US$ 1,015 bilhão, incluindo US$ 900 milhões pagos à vista e até US$ 115 milhões condicionados à produção do primeiro ano.
As minas adquiridas são:
- Aurizona, no Maranhão
- Riacho dos Machados (RDM), em Minas Gerais
- Complexo Bahia, que engloba as minas Fazenda e Santa Luz, na Bahia
Segundo estimativas, o ouro contido nas reservas comprovadas dessas minas equivale a cerca de R$ 93 bilhões, considerando o preço do ouro na época (aproximadamente R$ 770 por grama). A produção anual das minas é de cerca de 247 mil onças de ouro (aproximadamente 7,7 toneladas), o que torna o retorno do investimento extremamente rápido, próximo de um ano em termos brutos de valor do metal.
O negócio reflete a estratégia chinesa de investir em recursos naturais estratégicos, enquanto o Brasil debate questões políticas e narrativas ideológicas. Especialistas alertam, no entanto, que o cálculo de valor total das reservas não desconta custos de extração, impostos ou investimentos necessários, embora o investimento ainda seja considerado altamente lucrativo.
A venda foi anunciada em dezembro de 2025 e concluída em janeiro de 2026, consolidando a entrada da China em um setor estratégico do Brasil. Analistas de mercado apontam que negócios dessa natureza mostram a crescente presença chinesa no setor mineral brasileiro e levantam discussões sobre soberania e gestão de patrimônio estratégico.
