Ciro Gomes (PDT) intensificou sua crítica ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um vídeo compartilhado nas redes sociais por Mais Região nesta semana, atacando duramente a atual política econômica e levantando acusações de irregularidades envolvendo o Banco Master e membros do Supremo Tribunal Federal (STF).
No vídeo, Ciro qualifica como “criminais” os juros básicos da economia mantidos em 15% ao ano, o mais alto nível desde 2006, decisão reiterada pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central nas últimas reuniões para tentar conter a inflação, apesar da desaceleração de preços e projeções de cortes futuros.
Segundo o ex-ministro e líder pedetista, a taxa elevada sufoca o investimento, corrói o poder de compra e empurra milhões de brasileiros para a dívida. Ciro afirmou que dados do Serasa Experian mostram que 79 milhões de brasileiros têm dívidas atrasadas, o que ele descreveu como uma “humilhação coletiva” de famílias e pequenas empresas — afirmação que ecoa o sentimento de parte do setor produtivo, que considera os juros uma barreira ao crédito e ao crescimento.
Além das críticas econômicas, o vídeo acelera as tensões políticas entre Ciro e o presidente Lula em meio à pré-campanha eleitoral para 2026. Ciro acusa o governo de estar implicado em esquemas de corrupção ligados ao Banco Master, mencionando encontros não revelados com o empresário Rubens Menin Vorcaro, fundador do banco, e apontando contratos milionários com escritórios de advocacia associados a familiares de ministros do STF — incluindo um contrato de cerca de R$ 129 milhões com a firma da esposa do ministro Alexandre de Moraes.
As declarações ocorrem em um momento em que investigações e pedidos de comissões parlamentares de inquérito sobre o chamado “escândalo Banco Master” ganham força no Congresso, com oposição questionando a transparência do processo e alegando conflitos de interesse que envolvem altas cortes e instituições financeiras.
Repercussões à postagem foram mistas: aliados e críticos do governo reagiram com apoio às críticas de Ciro, classificando o episódio como mais um sinal do que consideram má condução econômica e favorecimento de elites; por outro lado, opositores e comentaristas políticos defenderam o presidente Lula, afirmando que as acusações carecem de provas concretas e atribuíram os ataques à rotina de disputas entre PT e PDT, partidos historicamente próximos, mas atualmente em choque.
A intensificação do discurso de Ciro Gomes coloca mais combustível no debate político à medida que a corrida para as eleições presidenciais de 2026 esquenta, com o pedetista tentando se consolidar como alternativa tanto ao petismo quanto a outras forças políticas nacionais.
