PYONGYANG / CARACAS – Em um movimento que redefine o tabuleiro geopolítico global no início de 2026, a Coreia do Norte consolidou sua estratégia de aproximação com países da América Latina, com foco especial na
Venezuela. A iniciativa ocorre em um momento de extrema tensão com o governo de Donald Trump, que reassumiu a Casa Branca com uma política externa focada na “Doutrina Monroe” e no aumento da dissuasão militar no Hemisfério Ocidental.
Aliança Estratégica e Desafio a Washington
Especialistas apontam que a Coreia do Norte busca quebrar o isolamento internacional utilizando a América Latina como uma plataforma para projetar poder “no quintal” dos Estados Unidos. Enquanto Pyongyang reafirma sua “aliança invencível” com a Rússia e fortalece laços com a China, a
Venezuela surge como o parceiro ideal no continente devido às sanções compartilhadas e à retórica anti-imperialista.
- Ameaça de Conflito: Analistas alertam que as ações dos EUA na região, classificadas por críticos como “coloniais”, podem desencadear conflitos armados em solo latino-americano, especialmente se a cooperação militar entre Pyongyang e Caracas avançar para o fornecimento de tecnologia de mísseis ou drones.
- Diplomacia de 2026: Apesar da agressividade, Kim Jong-un sinalizou que poderá buscar uma “diplomacia ativa” após o Congresso do Partido este ano, possivelmente reabrindo canais de diálogo direto com Trump, desde que Pyongyang seja reconhecida como uma potência nuclear legítima.
O Papel do Brasil e da Região
Enquanto a Venezuela se aproxima do eixo Pyongyang-Moscou, outros países da região, incluindo o Brasil, observam com cautela o aumento da presença militar e diplomática norte-coreana, temendo que a América Latina se torne um novo teatro de operações da “Guerra Fria 2.0” entre as grandes potências.
