O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na manhã deste sábado (3 de janeiro de 2026) que os Estados Unidos realizaram um ataque militar em larga escala contra a Venezuela, resultando na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram depois retirados do país e levados sob custódia americana. The Washington Post+1
Segundo Trump, a operação foi “bem-sucedida” e realizada com a colaboração de agências de segurança dos EUA. O presidente afirmou que detalhes adicionais seriam divulgados em uma coletiva de imprensa marcada para o fim da manhã em Mar-a-Lago, na Flórida. The Washington Post
A ofensiva começou nas primeiras horas do sábado, com múltiplas explosões e aeronaves voando em baixa altitude sobre Caracas, capital venezuelana. Moradores relataram pânico e grande movimentação militar na cidade e em áreas vizinhas, incluindo os estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Contexto e antecedentes
O ataque marca uma escalada dramática nas tensões entre os EUA e a Venezuela, que vinha se intensificando desde agosto de 2025, quando o governo dos EUA aumentou a presença militar no Caribe e passou a realizar ataques contra embarcações ligadas ao narcotráfico e a impor bloqueios econômicos. Antes do ataque, Trump havia aumentado a recompensa pela captura de Maduro para 50 milhões de dólares, alegando sua ligação com narcoterrorismo e organizações criminosas. Wikipedia+1
Autoridades americanas afirmaram que Maduro e sua esposa serão acusados formalmente nos Estados Unidos, em especial com base em um processo criminal por narcoterrorismo e crimes relacionados. AP News
Reações e respostas internacionais
O governo venezuelano divulgou um comunicado denunciando a ação como uma agressão militar contra o território nacional e a população, classificando o ataque como uma violação da soberania e exigindo prova de vida de Maduro e sua esposa. CBS News
A operação também provocou reações globais intensas:
- Brasil (governo de Luiz Inácio Lula da Silva) declarou que os ataques ultrapassam uma “linha inaceitável” e representam um perigoso precedente para a comunidade internacional. VEJA
- Rússia e Cuba condenaram a ação como uma violação da soberania venezuelana e um ato de agressão militar. Rondônia Dinâmica
- Outros países e organizações internacionais pedem uma reunião de emergência no Conselho de Segurança da ONU para discutir o incidente. The Guardian
Situação no terreno e desdobramentos
Embora os Estados Unidos tenham afirmado que a infraestrutura petrolífera venezuelana — crucial para a economia do país — não foi danificada de forma significativa, áreas civis e portuárias, incluindo o porto de La Guaira, sofreram impactos e danos pelo ataque. Reuters
A vice-presidente da Venezuela declarou que o país permanece em estado de emergência externa e convocou mobilização popular para resistir ao que descreveu como invasão. CBS News
