Correios Anunciam Plano de Reestruturação com 15 Mil Demissões Voluntárias e Fechamento de Agências

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BRASÍLIA – Em uma tentativa de conter uma grave crise financeira que afeta a estatal, o presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon, anunciou nesta segunda-feira (29 de dezembro de 2025) um amplo plano de reestruturação que prevê o corte de até 15 mil funcionários por meio de um Programa de Demissão Voluntária (PDV) até 2027.

A medida faz parte de um pacote de austeridade apresentado para tentar reverter prejuízos bilionários que devem representar mais da metade do déficit total das estatais federais em 2025.

Os principais pontos do anúncio incluem:

  • Redução de Pessoal: A meta do PDV foi ampliada para atingir 15 mil trabalhadores, com o objetivo de gerar uma economia anual estimada em R$ 2,1 bilhões em despesas com folha de pagamento.
  • Fechamento de Unidades: O plano projeta o encerramento das atividades de aproximadamente 1.000 agências consideradas deficitárias em todo o país.
  • Parcerias e Privatização: A diretoria indicou que está aberta a parcerias com a iniciativa privada para setores específicos, como serviços financeiros e de seguridade, além de cogitar a abertura de capital como forma de captação de recursos.

Críticas e Contexto Sindical

O anúncio ocorre em um momento de alta tensão trabalhista. Desde 16 de dezembro de 2025, categorias ligadas aos Correios mantêm movimentos de greve em diversos estados após a rejeição de propostas de acordos coletivos para o biênio 2025/2026.

Sindicatos e críticos do governo argumentam que, embora o plano seja apresentado como “voluntário”, ele impõe uma pressão sobre funcionários experientes em um cenário de precarização crescente. A oposição política e representantes dos trabalhadores alegam que a medida pode deixar milhares de famílias em situação de vulnerabilidade, apontando que as condições do desligamento podem não oferecer a segurança necessária para os demitidos.

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Para o governo, a reestruturação é vista como a única via para evitar a insolvência da estatal, que recentemente precisou de empréstimos bancários que somam R$ 20 bilhões para manter suas operações básicas e renegociar dívidas.

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