A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou nesta quinta-feira ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorização para que um médico com aparelho de ultrassom portátil entre na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, onde Bolsonaro cumpre pena desde 22/25 de novembro, a fim de realizar exame urgente para verificar a existência de hérnia inguinal bilateral.
No pedido, os advogados pedem que o médico Bruno Luís Barbosa Cherulli realize a ultrassonografia nas regiões inguinais direita e esquerda do ex-presidente, argumentando que o procedimento é não invasivo, rápido e pode ser feito sem necessidade de hospitalização ou sedação, o que permitiria disponibilizar os resultados imediatamente à PF e à perícia oficial já determinada por Moraes.
O novo requerimento ocorre após Moraes ter determinado que a Polícia Federal faça uma perícia médica oficial em um prazo de 15 dias para avaliar a necessidade de intervenção cirúrgica, em resposta a uma solicitação anterior da defesa que pedia internação e cirurgia em hospital particular. O ministro ressaltou que os exames apresentados pelos advogados eram antigos (os mais recentes têm cerca de três meses) e não comprovavam urgência para cirurgia.
A defesa afirma na petição que recebeu um laudo médico atualizado assinado pelo Dr. Claudio Birolini, que recomenda com caráter de urgência a realização da ultrassonografia para constatar a hérnia bilateral, e que o exame viabilizaria a instrução pericial oficial sem a necessidade de deslocamento de Bolsonaro.
Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão pelo processo da trama golpista, e sua situação de saúde tem sido um dos pontos centrais dos pedidos de seus advogados junto ao STF.
