A mobilização política convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) percorreu mais de 255 quilômetros a pé, partindo de Paracatu (MG) até a capital federal, Brasília, entre os dias 19 e 25 de janeiro de 2026, sob o nome de Caminhada pela Justiça e Liberdade ou Acorda Brasil.
O objetivo declarado pelos organizadores foi despertar atenção nacional para temas como as condenações dos atos de 8 de janeiro de 2023, a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) consideradas injustas pelos manifestantes e críticas ao governo do presidente Lula.
Ao longo da semana, o grupo cresceu em número e mobilização, com apoiadores de várias regiões se incorporando ao trajeto que cruzou estradas federais e exigiu resistência em condições adversas de clima.
Participação Política e Apoios
Ao longo da caminhada e, principalmente, nos momentos finais rumo a Brasília, Nikolas Ferreira esteve acompanhado por parlamentares de diferentes regiões do país, consolidando a marcha como uma mobilização nacional da direita brasileira.
Estiveram ao seu lado os deputados Gustavo Gayer (GO), Glaustin da Fokus (GO), André Fernandes (CE) e Carlos Jordy (RJ) e Carlos Bolsonaro que se juntaram à caminhada como demonstração pública de apoio às pautas defendidas pelo movimento. A presença desses parlamentares simbolizou a união de forças do Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste em torno de uma agenda comum.
Também teve destaque o apoio do senador Magno Malta (ES), uma das principais referências da direita conservadora no Brasil, que reforçou o discurso de resistência institucional, defesa das liberdades individuais e enfrentamento ao que o grupo classifica como injustiças políticas e jurídicas no país.
Segundo aliados, a participação de nomes de peso do Congresso Nacional ampliou a repercussão da marcha e fortaleceu Nikolas Ferreira como uma das principais lideranças da nova direita brasileira, capaz de mobilizar parlamentares, influenciadores e apoiadores em torno de um mesmo propósito.
- Deputados federais Éder Mauro, Delegado Caveira e a vereadora Ágatha Barra — representantes políticos do Pará que marcaram presença no encerramento da caminhada em Brasília.
Nas redes sociais e em vídeos compartilhados ao longo da marcha, também houve registros de outros políticos e influenciadores pró-Bolsonaro apoiando a mobilização, reforçando temas como “Acorda Brasil” e críticas ao STF.
Encerramento em Brasília e o Incidente com o Raio
Na tarde de domingo (25), após concluir o percurso de 240 a 255 km até a Praça do Cruzeiro, no Eixo Monumental de Brasília, a caminhada chegou ao fim sob forte chuva e atividades previstas de discurso político.
No entanto, um raio caiu na área onde manifestantes aguardavam, atingindo parte da multidão e provocando pânico entre os participantes. O Corpo de Bombeiros do Distrito Federal foi acionado para atendimento no local. Segundo autoridades e hospitais, dezenas de pessoas foram feridas, com estimativas de pelo menos 72 atendimentos no local e dezenas sendo encaminhadas às unidades de saúde, como o Hospital de Base do DF e o Hospital Regional da Asa Norte.
Reações e Polêmica
Após o incidente, Nikolas Ferreira visitou as vítimas no hospital e classificou o ocorrido como um “incidente natural”, refutando críticas de negligência ou falta de organização. Ele também criticou a cobertura da imprensa, afirmando que muitos veículos ignoraram a caminhada durante seus dias de percurso e apareceram apenas após o raio atingir manifestantes.
Por outro lado, lideranças políticas de oposição, como o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), criticaram o evento, classificando a marcha como “irresponsável” e alegando que a organização falhou ao expor participantes a riscos sem comunicação adequada às autoridades de trânsito e segurança — especialmente em uma rota de grande fluxo como a BR-040.
Impacto e Repercussão
A caminhada, que começou com poucos participantes, ganhou maior visibilidade nas redes sociais e em grupos políticos ao longo dos dias, mobilizando apoiadores que aderiram ao protesto em diferentes trechos. A mobilização levantou debates acalorados sobre os limites de ações políticas de rua, responsabilidade dos organizadores e segurança de participantes em eventos de grande porte.
O incidente com o raio trouxe à tona ainda discussões sobre condições climáticas adversas e orientações de segurança em manifestações, além de críticas sobre a cobertura jornalística dos eventos políticos de grande escala.
Conclusão
A marcha liderada por Nikolas Ferreira se transformou em um dos eventos políticos mais comentados da semana no Brasil, combinando mobilização de massa, participação de figuras políticas, críticas à mídia e um desfecho inesperado com dezenas de feridos por um fenômeno natural. Enquanto apoiadores destacam a importância da caminhada para despertar o país para suas causas, opositores criticam a condução e organização do evento.
