A delegada Rebeca Ramagem, esposa do deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), publicou nas redes sociais neste domingo uma mensagem contundente sobre a saída da família para os Estados Unidos e acusou a justiça brasileira de perseguição política desumana. De acordo com Rebeca, ela desembarcou com as filhas nos EUA há uma semana para “proteger a família”, e compartilhou vídeo que mostra a chegada ao país e reencontro com o marido no aeroporto. 
Na publicação, Rebeca afirma que o Brasil não oferece mais “garantia de uma justiça imparcial” e acusa as autoridades de usar o sistema jurídico como arma (“lawfare”) para punir divergentes políticos.  Ela descreve a decisão de partir para os EUA como o início de uma “nova jornada”, mas reafirma a esperança de retornar ao país “quando a escolha político-ideológica não for tratada como crime” e quando a liberdade de pensamento não for penalizada. 
Rebeca também ressalta que, mesmo no exterior, a família continuará defendendo seus valores e “o que acreditamos ser o melhor para o Brasil e para todos os brasileiros”.  Ela ainda cita sua fé, dizendo: “Que Deus abençoe a todos nós, e nunca se esqueçam: Jesus é o caminho, a verdade e a vida.” 
A mudança ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decretar a prisão preventiva de Ramagem.  O deputado foi condenado a 16 anos e 1 mês de prisão por suposto envolvimento em trama golpista, segundo o STF. 
A Câmara dos Deputados afirmou que não foi informada sobre a saída de Ramagem do país, apesar de ele ter sido proibido de deixar o território nacional e ter entregado seus passaportes às autoridades.  A Polícia Federal investiga se ele cruzou a fronteira por rota terrestre, saindo de Boa Vista (RR), antes de embarcar para os EUA. 
Rebeca alega que a família está sendo alvo de “perseguição política desumana” e permanece firme, apesar das acusações.  She says they remain united, “strong, capable and ready to re-signify our history” enquanto esperam poder retornar a um Brasil onde a divergência política não seja criminalizada.
