EUA assumem controle de ativo estratégico em Goiás

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A transação definitiva prevê que 100% das operações da mina de Pela Ema, localizada em Minaçu (GO), passem ao controle da companhia sediada em Oklahoma. O pagamento será estruturado através do desembolso de US$ 300 milhões em dinheiro e a emissão de mais de 126 milhões de novas ações da USAR.

A importância global da mina de Pela Ema

De acordo com especialistas, o ativo é considerado único por ser o único produtor em larga escala fora da Ásia capaz de fornecer os quatro elementos magnéticos essenciais: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. Nesse sentido, a aquisição é impulsionada pela necessidade de garantir insumos para:

  • Veículos Elétricos: Produção de motores e baterias de alta eficiência.
  • Defesa e Aeroespacial: Componentes críticos para mísseis, drones e aeronaves de caça.
  • Energia Limpa: Fabricação de ímãs permanentes para turbinas eólicas.

Financiamento governamental e segurança de suprimento

Além do valor de compra, um acordo de fornecimento exclusivo por 15 anos foi firmado entre as partes. Adicionalmente, o governo dos EUA, por meio do DFC (Development Finance Corporation), elevou seu financiamento para US$ 565 milhões para garantir a expansão da produção em Goiás.

Debate sobre soberania e próximos passos

Embora o mercado financeiro tenha reagido positivamente — com as ações da USAR subindo cerca de 9% na Nasdaq após o anúncio — a venda gerou reações no cenário político brasileiro. Consequentemente, o governo federal estuda a criação da Terrabras, uma estatal focada na exploração de minerais estratégicos para assegurar a soberania nacional sobre o subsolo. A conclusão do negócio é esperada para o terceiro trimestre de 2026, dependendo ainda de aprovações regulatórias do CADE e da Agência Nacional de Mineração (ANM).

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