Gilmar Mendes aciona STF contra Romeu Zema após vídeo polêmico

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O pedido de investigação foi motivado por um vídeo publicado pelo pré-candidato à Presidência que utiliza fantoches para simular uma conversa entre Gilmar Mendes e o ministro Dias Toffoli. De acordo com o documento enviado à Procuradoria-Geral da República (PGR), o material faria uso de edições sofisticadas e mecanismos de deepfake para sugerir condutas ilícitas envolvendo o escândalo do Banco Master.

Mendes afirmou que a publicação “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”. Por outro lado, o Partido Novo defendeu que o conteúdo é uma mera sátira e que a reação do magistrado apenas confirma a narrativa de que os ministros seriam “intocáveis”.

Escalada de críticas e o “uso utilitarista” da Corte

O conflito não é recente. Nos últimos dias, Zema elevou o tom ao afirmar que ministros do STF “não merecem só impeachment, eles merecem prisão”. Em resposta, Gilmar Mendes utilizou suas redes sociais para expor o que chamou de “política do utilitarismo”.

O decano lembrou que, durante sua gestão em Minas Gerais, Zema recorreu diversas vezes ao tribunal para obter liminares favoráveis. Segundo o ministro, a Corte foi usada como um “escudo fiscal” para adiar o pagamento de dívidas bilionárias com a União, mas passou a ser tratada como vilã quando os interesses políticos do governador deixaram de ser atendidos.

Repercussão política e próximos passos

A decisão sobre a inclusão de Zema no inquérito agora depende do parecer da PGR e da análise de Alexandre de Moraes. Aliados de Zema, como o deputado Marcel Van Hattem, classificaram a medida como “absurda” e uma tentativa de perseguir quem ousa criticar o sistema. Enquanto o processo tramita sob sigilo, o embate promete incendiar os bastidores das eleições de 2026, consolidando a polarização entre o Executivo mineiro e o Judiciário.

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