EUA e América Latina assinam pacto histórico contra cartéis; Brasil fica de fora

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 Secretário Pete Hegseth oficializa cooperação militar regional em Miami para combater o narcoterrorismo no continente

Declaração Conjunta de Segurança foi assinada por Pete Hegseth, secretário de Guerra dos EUA, marcando um avanço nas operações contra o narcoterrorismo na América Latina. Durante a conferência no SOUTHCOM, o compromisso de detectar e destruir organizações criminosas transnacionais foi reafirmado por representantes de mais de 20 países.

Contudo, a união regional não foi compartilhada pelo governo brasileiro. De fato, o Brasil tem mantido distância das iniciativas de segurança lideradas por Washington, especialmente após a classificação dos cartéis como organizações terroristas pelos EUA. Ademais, a gestão Trump tem utilizado bombardeios contra embarcações de tráfico na região como parte da “Operação Lança do Sul”, tática que gera divergências diplomáticas com Brasília.

Por fim, o isolamento do Brasil no pacto de segurança é visto por analistas como um reflexo da crise de relacionamento entre Lula e Trump. Enquanto vizinhos como Equador já iniciam operações conjuntas com militares americanos, o governo brasileiro prioriza a soberania digital e discussões sobre democracia fora da esfera de influência direta do Pentágono.


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