O senador Flávio Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (5) que foi escolhido por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para representar o grupo familiar e disputar a Presidência da República em 2026 pelo Partido Liberal (PL). “É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil … de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”, escreveu ele em rede social. 
A confirmação da candidatura repercutiu imediatamente no mercado financeiro: a bolsa paulista (Ibovespa) recuou cerca de 4%, o dólar se valorizou frente ao real e as taxas do DI (renda fixa) dispararam. Isso reflete a surpresa de investidores que apostavam num nome “mais palatável ao mercado”, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. 
No núcleo próximo, o apoio se manifestou rapidamente: a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro divulgou mensagem de apoio à candidatura de Flávio, desejando “sabedoria, força e graça” e pedindo bênção divina para sua missão.  Já o deputado federal Eduardo Bolsonaro declarou apoio “100%” ao irmão e à sua pré-candidatura ao Planalto, afirmando que Flávio tem todas as qualidades necessárias para a disputa. 
Por outro lado, pré-candidatos cotados no campo conservador reagiram: o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) afirmou que respeita a decisão da família Bolsonaro, mas disse que continuará sua própria pré-candidatura à Presidência, reforçando que a disputa no campo da direita provavelmente será multipartidária. 
Com a definição de Flávio como candidato, o que se desenha é um redesenho do cenário eleitoral de direita: a aposta de muitos era que Tarcísio tivesse o apoio do ex-presidente e reunisse mais força com o mercado e o centrão. A escolha pelo herdeiro Bolsonaro indica que o legado familiar e a lealdade interna pesaram mais do que cálculos eleitorais ou de governabilidade.
