O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), desembarcou no início da manhã deste domingo (5/7) em Washington, nos Estados Unidos. A suspensão imediata da tarifa adicional de 25% sobre as exportações do Brasil é defendida pelo parlamentar. De fato, a sobretaxa é avaliada pelo mercado como um duro golpe para a economia nacional.
A audiência pública será realizada na próxima terça-feira (7/7) pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR). Nesse sentido, o senador discursará formalmente como interlocutor político e apresentará argumentos técnicos para tentar frear a medida restritiva.
O impacto das tarifas sobre produtos brasileiros
Uma investigação comercial detalhada vem sendo conduzida pela gestão de Donald Trump com base na Seção 301 da legislação americana. Práticas desleais em áreas como comércio digital, propriedade intelectual e desmatamento ilegal são apontadas pelos investigadores do país norte-americano.
Com o intuito de neutralizar o impacto nas empresas brasileiras, uma manifestação prévia de 86 páginas já foi protocolada por Flávio Bolsonaro junto ao órgão. Consequentemente, o parlamentar tentará demonstrar que a taxação punirá severamente os exportadores do país e os próprios consumidores dos EUA.
Disputa política e a defesa do Pix em Washington
Além do embate tarifário geral, a soberania de ferramentas nacionais também entrou na pauta externa. A integridade e o funcionamento do Pix serão defendidos ativamente pelo senador no painel oficial. De acordo com a visão do pré-candidato, o sistema eletrônico não deve ser utilizado como pretexto para sanções comerciais bilaterais.
Por outro lado, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva também mantém tratativas paralelas com Washington para conter as taxas. Contudo, a oposição alega que a atual condução diplomática brasileira acabou gerando ruídos desnecessários com a Casa Branca.
Próximos passos da decisão do governo americano
O cronograma de debates contará com a presença de outras figuras de destaque. O ex-diretor-geral da OMC, Roberto Azevêdo, participará da mesma sessão representando a Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Por fim, o encerramento das consultas públicas ocorrerá logo após as sessões desta semana. A decisão final da gestão norte-americana é aguardada com grande expectativa pelo mercado financeiro e será anunciada oficialmente até o dia 15 de julho.
