O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sugeriu nesta segunda-feira (6 de abril de 2026) que o país poderia implementar um sistema de cobrança de pedágio para navios que transitam pelo Estreito de Ormuz. Essa medida seria aplicada caso os EUA assumam o controle militar direto da região, atualmente em meio a um conflito intenso com o Irã.
A estratégia do “conceito” de pedágio
Durante uma entrevista coletiva na Casa Branca, o conceito de cobrança foi apresentado por Trump como uma alternativa à atual situação, onde o Irã tem imposto taxas para a passagem de algumas embarcações. Segundo o presidente, os Estados Unidos, como “vencedores” militares no conflito, teriam o direito de gerir financeiramente a rota.
Além disso, o líder americano enfatizou que a prioridade continua sendo o “fluxo livre de petróleo”. No entanto, ele reiterou que, se o controle for exercido pelas forças americanas, o pagamento por esse serviço de segurança seria uma progressão lógica. “Por que não deveríamos? Nós somos os vencedores”, afirmou o presidente.
Tensões e o mercado de energia
Embora o plano tenha sido mencionado, a situação no local permanece volátil. Uma resposta militar significativa foi prometida pelos EUA caso o Irã persista no bloqueio ou no uso de minas navais para interromper o tráfego. Por outro lado, o governo iraniano afirma manter o controle total da via.
Consequentemente, o fechamento parcial do estreito já impactou a economia global, com os preços da gasolina nos Estados Unidos subindo mais de um dólar desde o início das hostilidades. Portanto, a reabertura de Ormuz tornou-se uma condição inegociável para qualquer acordo de paz proposto por Washington.
