Trump reverte recuo do próprio governo sobre o ICE

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Uma reviravolta nas políticas de fiscalização migratória foi confirmada pela Casa Branca. Na terça-feira, a divisão de Fiscalização e Remoção (ERO) recebeu ordens para suspender a maior parte das interceptações de veículos. Adicionalmente, o “czar da fronteira”, Tom Homan, argumentou que a pausa curta serviria apenas para aplicar novos treinamentos de segurança. No entanto, por meio de sua rede social Truth Social, o presidente Donald Trump manifestou forte oposição ao recuo de sua equipe. De acordo com o mandatário, as abordagens do ICE não serão paralisadas sob sua supervisão, pois a tática representa uma das ferramentas mais eficazes contra o crime.

Mortes no Texas e no Maine inflamaram debate

A suspensão de curto prazo havia sido motivada pelas mortes de dois homens durante tentativas de interceptações veiculares. Primeiramente, o mexicano Lorenzo Salgado Araujo foi baleado por agentes federais na cidade de Houston, no Texas. Poucos dias depois, o jovem colombiano Johan Sebastián Durán Guerrero foi morto a tiros em uma abordagem semelhante em Biddeford, no Maine.

Conforme relatórios do Departamento de Segurança Interna (DHS), ambos os homens tentaram fugir do cerco policial. Todavia, fontes oficiais admitiram posteriormente que nenhum dos dois motoristas era o alvo real dos mandados de prisão expedidos. Por causa da falta de câmeras corporais nos uniformes dos oficiais, protestos intensos foram organizados por ativistas e moradores em várias cidades americanas.

Repercussão diplomática e cobrança por investigações

Como consequência direta dos incidentes fatais, o cenário internacional reagiu com indignação e cobranças diretas a Washington. O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, classificou o episódio no Maine como um assassinato cometido pelas mãos do governo dos EUA. Paralelamente, o governo do México anunciou que planeja acionar a Justiça americana para buscar a responsabilização criminal pelas mortes.

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Apesar de investigações internas terem sido abertas pelo DHS em cooperação com o FBI, Donald Trump manteve a postura firme. O presidente instou os agentes a agirem com inteligência e justiça, ordenando que retornem imediatamente aos seus postos para dar continuidade à campanha de deportações em massa.

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