Nesta sexta-feira (27 de fevereiro de 2026), uma decisão liminar foi proferida pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendendo a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático da Maridt Participações, empresa pertencente a familiares do ministro Dias Toffoli. A medida atende a um pedido da defesa e paralisa parte das frentes de investigação da CPI do Crime Organizado no Senado.
Decisão aponta “abuso de poder” em investigação
Segundo os fundamentos apresentados pelo decano do STF, a medida anteriormente aprovada pela CPI foi classificada como um “abuso de poder”. Além disso, o ministro argumentou que a fundamentação utilizada pelos senadores para devassar as contas da empresa era genérica e carecia de indícios concretos de irregularidades que justificassem tal invasão de privacidade.
Por conseguinte, todos os dados que eventualmente já tivessem sido coletados por força da decisão legislativa devem ser lacrados ou devolvidos. Ademais, a decisão impede que novos depoimentos de familiares de Toffoli sejam utilizados para explorar os dados sigilosos da companhia enquanto o mérito da questão não for julgado pelo plenário da Corte.
O papel da Maridt Participações e o Banco Master
A empresa Maridt, que tem entre seus sócios irmãos do ministro Dias Toffoli, entrou no radar dos investigadores devido a supostas conexões com fundos ligados ao Banco Master. Nesse sentido, a CPI buscava apurar se a estrutura da empresa teria sido utilizada para o recebimento de valores sem a devida transparência.
Entretanto, com a nova determinação judicial, o ritmo dos trabalhos no Senado sofre um revés significativo. Portanto, o foco da comissão deverá ser redirecionado para outros alvos, uma vez que o acesso às informações financeiras da família Toffoli está agora legalmente bloqueado por ordem do Supremo.
Informações atualizadas com base nos portais G1, Metrópoles.
