ISOLADO:Brasil condena ação dos EUA contra ditadura venezuelana na OEA e gera revolta na direita

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Em uma movimentação que acirra as tensões diplomáticas e divide o cenário político nacional, o governo brasileiro utilizou o fórum da Organização dos Estados Americanos (OEA) nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026, para condenar formalmente a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela. O Itamaraty classificou a ofensiva norte-americana, que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro, como uma “afronta à soberania” e uma violação gravíssima do Direito Internacional.

A Postura do Itamaraty na OEA

O embaixador do Brasil na OEA, Benoni Belli, reforçou o posicionamento crítico, afirmando que a ação militar “viola a proibição do uso da força” e evoca momentos sombrios de interferência na política latino-americana. O Brasil liderou um grupo de seis países (incluindo México, Chile e Colômbia) que assinaram uma nota conjunta pedindo o fim das hostilidades e a preservação da paz regional por meio do diálogo.

Reação da Direita: “Lado Errado da História”

Enquanto o governo federal defende a soberania venezuelana, lideranças da direita brasileira reagiram com indignação à postura oficial. Governadores e parlamentares de oposição criticaram o que chamam de “proteção a ditadores”. Para setores da direita, o Brasil se isola das democracias ocidentais ao se alinhar a discursos compartilhados por regimes como os de China e Rússia, em vez de apoiar a restauração da ordem institucional na Venezuela proposta por Donald Trump.

Impacto nas Eleições de 2026

Analistas políticos apontam que este posicionamento deve se tornar um dos pilares da campanha eleitoral de 2026 no Brasil. A oposição pretende explorar a condenação brasileira à ação dos EUA como prova de um “alinhamento ideológico com o autoritarismo”, enquanto o governo tenta se equilibrar como mediador regional para evitar o aumento da instabilidade nas fronteiras.

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