O cenário político de Brasília foi bruscamente sacudido nesta quarta-feira. O Plenário do Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para ocupar o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Portanto, uma derrota inédita foi imposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos parlamentares O Globo.
Placar apertado sela o destino da vaga
Em uma votação secreta e cercada de tensão, foram registrados 42 votos contrários e apenas 34 a favor da nomeação . Para que a aprovação fosse obtida pelo governo, o apoio de pelo menos 41 senadores era estritamente necessário O Globo.
Mais cedo, o atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU) havia passado pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) . Naquela etapa inicial, o parecer favorável foi garantido por 16 votos a 11, após uma longa sabatina de quase oito horas CartaCapital.
Um tabu quebrado desde a República Velha
Certamente, o resultado gerou enorme repercussão por quebrar um longo tabu institucional. Essa é a primeira vez que um indicado à Suprema Corte é rejeitado pelo Senado Federal desde o ano de 1894, na gestão de Floriano Peixoto .
Consequentemente, a mensagem presidencial contendo o nome do advogado foi arquivada . Diante desse duro golpe na articulação do Palácio do Planalto, uma nova indicação para herdar a cadeira do ministro Luís Roberto Barroso precisará ser feita por Lula nos próximos dias.
