O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Bogotá, na Colômbia, durante a madrugada deste sábado (21), para uma agenda estratégica de integração internacional.
Sobretudo, o principal compromisso do líder brasileiro foi a abertura do I Fórum de Alto Nível Celac-África, onde ele aproveitou o palanque para tecer críticas severas à postura do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Ataques à política de intervenção
Durante o seu pronunciamento, Lula elevou o tom contra o que chamou de “tentativas de colonização” moderna. Nesse sentido, o presidente brasileiro criticou diretamente as recentes pressões e ações dos Estados Unidos sob a influência de Trump em relação a países como Venezuela, Cuba e Irã. Além disso, Lula afirmou categoricamente que “não é possível que alguém se ache dono dos países”, reforçando que invasões e sanções unilaterais ferem a democracia e a soberania nacional.
Cooperação e soberania
Embora o cenário global esteja marcado por conflitos, o foco de Lula no fórum foi a consolidação de uma zona de paz e cooperação entre a América Latina, o Caribe e o continente africano. De acordo com o presidente, a união desses blocos é essencial para enfrentar desafios comuns, como a fome e a desigualdade, sem a interferência de potências externas que buscam ditar as regras regionais.
Portanto, a passagem de Lula pela Colômbia reafirma o interesse do Brasil em liderar um movimento de autonomia geopolítica. Por fim, o evento contou com a participação de outros líderes regionais, como Gustavo Petro, reforçando o coro por reformas em instituições globais, como o Conselho de Segurança da ONU, para que reflitam a realidade do século XXI.
