
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como “aberração” a proposta de redução de despesas públicas apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). A crítica foi feita em entrevista coletiva na noite de 8 de outubro, durante a campanha para o segundo turno presidencial.
Segundo o UOL, Lula afirmou que cortes poderiam comprometer políticas sociais. O presidente e seus aliados citaram programas como Farmácia Popular e Pé-de-Meia ao questionar o chamado tesouraço.
Lula também mencionou restrições orçamentárias que, segundo ele, encontrou na transição para o governo iniciado em 2023. As referências ao orçamento anterior foram apresentadas pelo presidente como argumento contra o plano do adversário.
A proposta de Flávio, descrita pela Forbes Brasil a partir da cartilha de governo, inclui eliminar pelo menos dez ministérios, rever a reforma tributária e retomar privatizações. O documento também prevê manter os programas sociais existentes.
Essa previsão diferencia o conteúdo do plano da avaliação política de Lula sobre seus possíveis efeitos. A crítica do presidente não comprova, por si só, que os benefícios mencionados serão cortados.
De acordo com a Forbes, a cartilha não apresenta uma estimativa consolidada de economia, custos e perda de arrecadação decorrentes das medidas. A meta anunciada é alcançar crescimento econômico sustentado de 4% ao ano.
Lula e Flávio disputarão a Presidência em 25 de outubro. A discussão coloca despesas públicas, programas sociais e investimento privado entre os temas da reta final da campanha.
Fontes consultadas: UOL; Forbes Brasil.







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