
O governo federal publicou a Medida Provisória 1.399/2026, que cria e regulamenta o Imposto Seletivo (o famoso “imposto do pecado”) e define regras de cobrança sobre carros de passeio a partir de 2 de fevereiro de 2027. Em declaração recente, um ministro do governo Lula deixou claro: o tributo não tem finalidade arrecadatória principal, mas sim de “evitar o consumo” e “diminuir o consumo de alguns produtos”. Entre os itens citou explicitamente carros, bebidas alcoólicas, refrigerantes, bebidas açucaradas, tabaco e embarcações.
Mais um imposto. Mais um custo. E a justificativa oficial é reduzir o consumo dos brasileiros.
O que é esse novo imposto e por que ele atinge os carros?
O Imposto Seletivo foi criado pela reforma tributária para produtos considerados prejudiciais à saúde ou ao meio ambiente. Diferente de impostos puramente arrecadatórios, a lógica é encarecer determinados bens para desestimular o uso.
No caso dos automóveis, a cobrança começa em fevereiro de 2027. A alíquota-base para carros de passeio é de 6,3%. Depois dos ajustes técnicos e ambientais, o valor é multiplicado pelo fator de conversão de 1,21.
Segundo o ministro, o IPI deixa de existir e o novo imposto seletivo assume o lugar com a missão declarada de “diminuir o consumo”.
Carros a gasolina e diesel pesados tendem a pagar bem mais. Elétricos e híbridos flex/etanol pagam menos. Alguns modelos populares do programa Carro Sustentável (cerca de 12 carros 1.0 manuais) e veículos de PcD, TEA e taxistas ficam com alíquota zero.
Impacto no bolso do brasileiro
Na prática, o novo imposto deve deixar carros a combustão (especialmente gasolina e diesel) e importados mais caros. A justificativa oficial é “diminuir o consumo”. A crítica que se espalhou nas redes é clara: mais um imposto criado em cima de um bem essencial para milhões de famílias.
A MP ainda precisa ser convertida em lei pelo Congresso. Até lá, as regras de 2027 valem como transição.
Resumo direto:
Novo imposto começa em fevereiro de 2027
Alíquota-base de 6,3% + ajustes + fator 1,21
Objetivo declarado pelo ministro: diminuir o consumo
Carros a gasolina e diesel tendem a ficar mais caros
Alguns modelos populares e elétricos/híbridos pagam menos ou zero
Mais um imposto. Com a justificativa oficial de fazer o brasileiro consumir menos.







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