A Polícia Federal (PF) apresentou um pedido formal de suspeição contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master. O requerimento foi entregue pessoalmente pelo diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, em 11 de fevereiro de 2026.
O que motivou o pedido
A solicitação baseia-se em dados extraídos do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Segundo os relatórios da PF:
- Mensagens Recuperadas: Foram encontradas conversas, inclusive algumas que haviam sido apagadas, que mencionariam o ministro e sugeririam uma proximidade inadequada entre as partes.
- Indícios de Pagamentos: O relatório aponta mensagens que fariam menção a supostos pagamentos direcionados ao ministro. A PF apura se empresas ligadas a um resort teriam realizado transferências a Toffoli.
- Fundamentação Jurídica: A PF citou leis relativas a indícios de crimes cometidos por magistrados ao entregar o material ao STF.
A Defesa de Dias Toffoli
O gabinete do ministro reagiu prontamente, classificando as suspeitas como “ilações” sem fundamento jurídico. Em nota, a defesa argumentou que:
- Venda de Imóvel: Eventuais pagamentos mencionados seriam referentes à venda de um resort pertencente à família do ministro para o grupo de Vorcaro, tratando-se de uma transação comercial legítima.
- Ilegitimidade da PF: O gabinete afirma que a Polícia Federal não possui legitimidade jurídica para pedir a suspeição de um ministro, conforme o Artigo 145 do Código de Processo Civil.
Contexto do Caso Master
O inquérito investiga uma suposta fraude bilionária e o uso de influenciadores digitais para atacar o Banco Central e outras autoridades que contrariaram interesses da instituição financeira. Toffoli era o relator dessas investigações no STF, mas agora o pedido de afastamento coloca sua permanência no caso sob análise da presidência da Corte.
reportado por veículos como G1, CNN Brasil e Agência Brasil.