O deputado federal Nikolas Ferreira reagiu com ironia e publicou um vídeo explicativo após o vazamento de áudios e mensagens de suas conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Com a legenda sarcástica “Deu errado de novo. Próxima!”, o parlamentar mineiro gravou um pronunciamento de quase 8 minutos para rebater as acusações de que teria envolvimento em um esquema ilícito ou recebido vantagens financeiras. Os arquivos haviam sido extraídos pela Polícia Federal do celular de Vorcaro e expostos publicamente na imprensa, levantando questionamentos sobre a intermediação de negócios minerários e caronas em jatinhos particulares durante as eleições de 2022.
No vídeo divulgado em suas redes sociais, Nikolas Ferreira confirmou a autenticidade dos áudios, mas buscou desinflar a gravidade do conteúdo apontado pelos opositores:
- Negação de Vantagem Financeira: O deputado assegurou enfaticamente que nunca recebeu “nenhum tostão” ou qualquer benefício financeiro das empresas de Daniel Vorcaro, ressaltando não possuir vínculos contratuais ou cartões do Banco Master.
- Justificativa dos Jatinhos: O parlamentar admitiu ter utilizado aviões de Vorcaro para deslocamentos na campanha eleitoral do segundo turno de 2022. Segundo ele, na época a viagem foi viabilizada via interlocução política, e ele não tinha conhecimento sobre quaisquer irregularidades jurídicas ligadas ao banqueiro.
- Uso de Apelidos e Intimidade: Sobre o trecho em que chama o empresário de “Dani” e supostamente usa termos cordiais, Nikolas negou ter qualquer intimidade. Ele afirmou que chamou Vorcaro de “Dani” simplesmente por acreditar que esse fosse o nome real dele, e rejeitou a versão de que possuíssem uma amizade próxima.
- Intermediação de Ativo Mineral: O áudio vazado capturou Nikolas solicitando apoio a Vorcaro para liberar o embargo de uma lavra de Topázio Imperial em Ouro Preto (MG) em favor de um advogado ligado ao seu gabinete. Nikolas explicou que fez apenas uma “ponte” e que o próprio relatório final da PF aponta a ausência de indícios de crime atribuíveis à sua conduta.
Para os apoiadores do parlamentar, o vazamento das mensagens — que ocorreu logo após Nikolas publicar um dossiê cobrando o ministro Alexandre de Moraes por supostos contatos com o mesmo banqueiro — configura uma evidente “cortina de fumaça” e retaliação política.